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Viajando | Dallas – Texas

Category : Estados Unidos, Turismo, Visitando

Pronto, começo o primeiro post oficial sobre minha última viagem. Vamos falar sobre a primeira cidade do roteiro, Dallas.

Adoro conhecer novas cidades e como não tinha planos de viajar para conhecer o Texas, fazer uma parada em Dallas foi uma ótima opção. Ficamos apenas dois dias e meio na “The Big D”, como é conhecida a cidade, não deu para fazer muita coisa mas foi o suficiente para dar uma geral na cidade, saber de fatos importantes, fazer muitas comprinhas e deixá-la marcada na agenda para uma próxima viagem.

Chegamos no aeroporto internacional (que é lindo e gigantesco) e fomos ver o carro que a Mobility tinha escolhido para nós na Avis. Quando chegamos tinha um Tiguan super bonitinho e ótimo para abrigar todas as nossas malas depois das primeiras comprinhas. Fomos para o hotel deixar as coisas e partimos para as compras (afinal era importantíssimo comprar nossa máquina fotográfica nova para começar a clicar a cidade).

Fomos no início do Outono, mas a cidade ainda estava insuportavelmente quente. Só indico visitar a cidade no verão, quem realmente ama um sol escaldante. O céu estava lindo e perfeito para fotos, mas não consegui andar nas ruas da cidade mais de 20 minutos, tamanho era o calor.

https://lh6.googleusercontent.com/-3imIiFT6fwc/TqWI1ttiPGI/AAAAAAAAITw/b6mMOalh7cE/s848/dallas6.jpg

Dallas e outras cidades do Texas são ótimas opções para quem pretende deixar uma graninha nos EUA. Além dos excelentes shoppings, lojas de grandes marcas e milhares de opções, o estado tem um programa que devolve ao turista o imposto gasto nas compras. O imposto de lá gira em torno de 9% e uma grande seleção de lojas está neste programa de devolução da taxa bem parecido com o sistema que vemos na Europa (afinal o turista gasta com imposto e não usufrui de nenhum benefício como os moradores, nada mais justo devolve-lo).

Como funciona….

Primeiro você deve olhar a lista de lojas participantes do programa (tem a lista aqui), fazer as compras e guardar as notas (se quiser guardas as notas originais, você deve pedir uma cópia da nota no ato da compra). No dia que for deixar Dallas, leve todas as notas no guichê que fica ao lado da Americam Airlines (Existe a opção de levar tudo em um posto de coleta no shopping, mas lá eles não te devolvem o dinheiro na hora e sim enviam um cheque para o Brasil, o que faz o processo do aeroporto, muito mais vantajoso). Na hora eles irão somar todo o valor pago em impostos e lhe devolver em dinheiro, 50% do valor. Os outros 50% são taxas cobradas pela empresa que faz a devolução do imposto ao turista (ok, eles ganham bem, mas ainda saímos no lucro). Aqui eles explicam todo o processo certinho.

Escolhi dois grandes shoppings para fazer minhas comprinhas e tentar economizar tempo. O Northpark é um shopping lindo, enorme com muuuuitas lojas ( Macy’s, Nordstron, Barneys NY, Apple, H&M, Diesel, etc…) para todos os gostos.  Dá para perder horas lá dentro.  O Galleria é um shopping com 3 andares, lindo e uma boa opção para quem quer luxou ou se divertir, já que lá tem uma pista de patinação enorme, cinema e teatro ( Antes de fazer suas compras vá até o atendimento ao cliente e peça um book de cupons para turistas, assim dá para ganhar descontos ou aproveitar promoções exclusivas).

Além dos grandes shopping tradicionais, existe ainda as de  ruas de comércio e outlet. O outlet é o Allen Preminum Outlet tem mais de 100 lojas e é indicado para quem quer comprar coleções passada e economizar uma boa graninha. Aqui tem um site com várias dicas de lojas e descontos para todas as cidades do Texas.

Confesso que Dallas me impressionou logo de cara. A cidade é grande, muito bonita (alguns no maior estilo Cowboy de ser), cheia de prédios modernos, muitos carros e grandes rodovias (que mesmo com GPS nos confundiu bastante). Tudo é super organizado e percebe-se logo de cara que é uma cidade muito nova e rica (e insuportavelmente quente..rs).

O centro de Dallas e os distritos ao redor,  tem inúmeras opções de passeios e entretenimento para todos os gostos. Como tinhamos pouco tempo, nossa primeira atração foi um museu que eu não podia deixar de visitar, o The Sixth Floor Museum, o conhecido ponto de onde atiraram no presidente JFK, mas isso é assunto para um outro post. Depois do museu, demos uma andada pelas ruas da desta parte histórica da cidade (West End Historic District), com outros museus (ex: Old Red Museum, Holocaus Museum, Museum of Arts), uma arquitetura super interessante, vários restaurantes e lojas. Infelizmente foi nesta parte que o calor insuportável nos fez passear pouco e pedir arrego ao ar condicionado do carro.

https://lh5.googleusercontent.com/-9i1Ca1hCybc/TqWIyIb3III/AAAAAAAAITw/eEgmUSmxc_Y/s550/dallas4.jpg

Além dos excelentes museus, a cidade tem aquário, zoo, parques incríveis, casas de shows e outros passeios. O Six Flags Over Texas é perfeito para os amantes de aventura. Aqui  e aqui da para saber mais sobre as inúmeras atrações da cidade e região.

Além disso vale pegar o carro e sair pelas ruas  (se perdendo) conhecendo um pouco mais da arquitetura da região (o Arts District  é super bonito e do lado do centro) e quem tiver mais tempo pode aproveitar também várias atrações temáticas nos demais distritos.  Coloquei mais algumas fotos de Dallas aqui no Facebook. Pelo que vi a cidade tem ótimas opções para a criançada.

https://lh5.googleusercontent.com/-B--bXXD48I0/TqWI5NQ_zCI/AAAAAAAAITw/u8BbMQPGkHI/s900/dallas7.jpg

Antes de chegar fiz um roteiro separei alguns restaurantes bem conceituados na região (tem aqui), mas como planos são planos, acabamos mudando tudo e comemos em lugares completamente contrário do que pretendíamos pois o tempo voou.

Uma das ótimas opções é um jantar no Five Sixty by Wolfgang Puck (aqui tem o menu). O restaurante fica no topo da incrível Reunion Tower, um dos cartões postais da cidades. Além de apreciar pratos que dizem ser de muito bom gosto, você pode aproveitar para observar a cidade toda. Só lembre-se de fazer reserva antecipada.

Para quem estiver no shopping Northpark, uma boa e rápida opção de jantar é o restaurante  italiano Maggiano’s, que serve massas bem gostosas e tem um ambiente bem bacaninho e fica aberto depois que as lojas já fecharam. Para um lanche rápido, cafezinho ou sobremesa eu recomendo dar uma passadinha no La Madeleine que fica na frente da Dillard’s. Eles tem tortas e um cookie tão delicioso que fico com água na boca só de lembrar.

https://lh6.googleusercontent.com/-a9Demvx6a5U/TqWI47hJKxI/AAAAAAAAITw/vsB78QQauY4/s805/dallas5.jpgEu acho que é praticamente impossível ficar em Dallas sem alugar um carro, portanto acabei escolhendo um hotel próximo a estrada e de fácil acesso aos pontos que eu pretendia visitar. Como nunca tinha ido para Dallas, consultei as notas dos visitantes, preço, localização e limpeza do hotel. 

O Baymont Inn & Suites Dallas Love Field (aqui) tinha um preço ótimo, era uma gracinha, super limpo, organizado, um café bacana e uma equipe de atendimento ótima. Nos deixaram fazer um check-in bem mais cedo do que o horário normal sem cobrar nenhuma taxa (afinal não tem nada pior do que ficar 10 horas em um voo, chegar cedíssimo no hotel e não poder entrar no quarto), receberam comprinhas que fiz pela internet e foram super solicitos durante toda a estadia. Super aprovado, gostei muito.

Quem quiser mais opções centrais o site tem muitos outros hotéis de todos os preços (para quem nunca fez reservas neste tipo de site, aqui fiz um tutorial bem detalhado).

https://lh4.googleusercontent.com/-OfERKSfPjIU/TqWP66KbV7I/AAAAAAAAIUI/Sry4Hxc8324/s524/dallas9.jpg

Tirando o calor eu realmente adorei Dallas. Quem sabe da próxima vez que eu for para California, eu faça conexão na cidade novamente e reserve pelo menos uns 4 dias para fazer menos compras e todos os passeios que eu fiquei com vontade.

Warner Bros Studios | Deluxe Tour

Category : Estados Unidos, Turismo, Visitando

Vocês se lembram deste post sobre o Vip Tour dos Studios Warner que fiz da primeira vez que fui para Hollywood ? Pois na minha segunda visita aos Studios, o tour foi ainda mais legal e diferente. Desta vez fomos conhecer o Deluxe Tour que é super exclusivo, tem 5 horas de duração, poucas pessoas e almoço incluso.

Vou contar um pouquinho de como foi este  nosso novo passeio.

O tour já começa bem diferente. Depois de assistir ao filme sobre a Warner, os outros grupos seguiram para seus carrinhos enquanto o nosso (apenas 5 pessoas) permanecemos no teatro para uma primeira surpresa.

Nosso guia nos avisa que teremos oportunidade de segurar uma verdadeira estatueta do Oscar nas mãos, com direito a fotos e tudo mais.

https://lh5.googleusercontent.com/-zYbij2ZUOaI/TpMsF00KcFI/AAAAAAAAIGA/MENuXTZzm7Y/s821/post-worner-2j.jpgAchei incrível, afinal não é todo dia que isso acontece. O detalhe que o Oscar vem todo embalado em uma super caixa e deve ser manuseado com um cuidado máximo. Só de segurar a estatueta já fiquei chocada com o peso daquilo…é super pesada…com certeza foi bom para treinar, afinal nunca se sabe o dia de amanhã não é ? (acho que já vou preparar meu discurso rsrs)

https://lh3.googleusercontent.com/-EWPqcc5eOtg/TpMsU7EMFKI/AAAAAAAAIG0/_GJPNnsj_-A/s803/post-worner-2h.jpg

Depois seguimos para o mesmo carrinho aberto dos outros tours e nosso guia já avisa que a visita será longa e teremos que aguentar ele falando pelas próximas 5 horas…rsrs ( ele era muito engraçado).

Nesta parte do passeio o carrinho passa pelo imenso parque de cenários. De um lado uma antiga Chicago e do outro uma moderna San Francisco incrivelmente realista.

https://lh6.googleusercontent.com/-kXpxTRpBulI/TpMtNTmRckI/AAAAAAAAIG0/kkbikFxqx6o/s675/post-worner-2a.jpg

O espaço Warner é imenso, além dos grandes estúdios encontram-se escritórios e produtoras. Muitos carros e muitos trailler espaljhados por toda parte. Além das gravações externas que acontecem em vários locais.

Impressionante a quantidade que pessoas e equipamentos envolvidos em uma cena que durará poucos minutos no ar.

https://lh4.googleusercontent.com/-AIhn7WlFpzo/TpMsg2TpWpI/AAAAAAAAIG0/HSULl5CeYjQ/s730/post-worner-2g.jpg

Depois um passeio por dentro dos grandes estúdios. Na parede de cada galpão, uma placa nomeando grandes produções filmadas por lá.

Neste dia estava tendo ensaio da série The Big Bang Theory e eu tive a grande oportunidade de ver “Leonard” na hora em que ator saiu do estúdio e foi ao banheiro rsrs (pena que não pude tirar uma fotinho).

O almoço…

Tivemos uma pausa para o almoço incluso no passeio. Um restaurante bem bonitinho oferece uma cardápio bem gostoso. Cada um tem direito a entrada, prato principal e sobremesa. Se ainda der sorte, pode sentar ao lado de alguma celebridade na hora que saboreia o delicioso cheesecake ( nós vimos a diretora da Warner e um ator que não lembro quem era…rsrs).

https://lh6.googleusercontent.com/-cNLoEQxjamI/TpMsK3w3F9I/AAAAAAAAIGA/tZh8XNtSoUM/s565/post-worner-2hi.jpg

Finalmente chegou a hora de visitar os reais backstages. Mais espaços enormes, desta vez dedicados a confecção dos cenários em geral. Lá eles constroem as paredes, casas, acessórios e tudo o que vocês podem imaginar. Tem até uma sala de pintura onde ainda artistas desenham a mão aquelas imagens de cidades que aparecem ao fundo de várias cenas (ainda que hoje em dia a maioria foi substituída por imagens digitalizadas) .

E por falar em cenário, neste tour também tem Friends, só que desta vez bem mais “Deluxe”….

https://lh6.googleusercontent.com/-qc786AIW2AE/TpMs9II-zUI/AAAAAAAAIG0/ONunHaoBEYg/s738/post-worner-2e.jpgSe no outro tour eu já fiquei doidinha por conseguir ver o cenário de Friends, agora no Deluxe Tour (que tinha apenas 5 pessoas) pudemos realmente entrar” no cenário e tirar várias fotinhos incríveis no local. Sou mega fã da série e confesso que sentar naquele sofazinho me deixou mais do que feliz.

Desta vez ainda deu para fazer foto na frente de duas casas conhecidas de Friends. A primeira apareceu no capítulo em que Rachel narigudinha e Mônica acima do peso se arrumam para a tal formatura. Já a segunda era a casa do pai da Phoebe, quando ela para com o taxi na frente da casa e fica no dilema de entrar ou não entrar.

Em grande parte do tour, somo obrigados a deixar nossas câmeras trancadas dentro do carrinho. A equipe faz isso pois visitamos áreas que estão sendo produzidos filmes e programas atuais e nenhuma imagem pode ser divulgada. Infelizmente por este motivo não tenho fotos para ilustrar estas partes do passeios, mas já deixo avisado que são as mais legais.

No Deluxe Tour, entramos nos estúdios do 2 Broke Girls e pudemos ver os cenários fixos da série. Neste momento ficamos sentados onde a platéia fica e nosso guia contou algumas particularidades dos bastidores que felizmente pude ver acontecendo no dia seguinte, quando participei da gravação de Two And a Half Man ( que contarei em outro post).

Fomos também a sala de edição de imagens que é incrível, parece um cinema. Uma equipe de mais ou menos 9 profissionais cuidava da edição de imagem de uma série rodeada por computadores e ilhas de edição. Tecnologia de ponta para deixar qualquer amante de cinema de boca aberta.

Uma das partes mais legais foi conhecer uma “fábrica de sons”. Em uma sala fechada, uma mulher batia uma mochila contra uma madeira, enquanto no monitor, uma cena de Supernatural passava. O responsável nos explicou que nem todos os barulhos importantes de uma cena são captados pelo microfone na hora da gravação, por isso muitos destes sons são criados nesta sala e colocados nos filmes.

A sala era uma bagunça só. Cheia de madeiras, pedras, sapatos, tecidos, banheira com água e várias outras coisas utilizadas para “fabricarem” os sons que ouvimos nitidamente quando assistimos ao filme/série.

https://lh6.googleusercontent.com/-gMk1hMswEIM/TpMsDBtSfuI/AAAAAAAAIGA/AJGEkbNnlvg/s1051/post-worner-2k.jpg

No tour também passamos pelos grandes salões onde são guardados todo o acervo da Warner. Lá produtores escolhem roupas, móveis e  objetos decorativos para montarem suas cenas. O local chega a parecer um supermercado. Produtores vão até lá, escolhem o que querem, alugam as peças e as devolvem no final da gravação. Com isso, algumas peças são utilizadas em várias produções diferentes.

https://lh6.googleusercontent.com/-f5kyVe5wVAE/TpMr9AsqzTI/AAAAAAAAIGA/VvNYp7gCl3M/s691/post-worner-2m.jpg

Além dos objetos expostos em uma das salas de produção, o Deluxe Tour também leva os visitantes para o passeio pelo museu de roupas da Warner. Neste museu tem um andar exclusivo para Harry Potter. Já tinho ido no outro tour, mas nunca é demais dar mais uma olhadinha.

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O outro museu que eu não conhecia é o espaço dedicado aos carros de fizeram história no cinema. Os mais legais são o do Harry, a bicicleta da Fantástica Fábrica de chocolate e os dois carros do Batman que são enormes e lindos (coloquei mais fotos aqui).

Cada tour é diferente. Mesmo quem já foi ao Vip Tour pode fazer o passeio de novo, que com certeza verá coisas novas. Nunca podem dizer ao certo o que cada grupo vai ver, já que tudo vai depender do tipo de gravação de cada dia, das séries e filmes que estão sendo gravados na ocasião e outros fatores. Não tenho dúvida que cada vez que eu for para Los Angeles farei outros tours por lá ;)

Quem tiver a oportunidade de investir no Deluxe Tour eu indico que o faça, pois é muito mais incrível e inesquecível e informativo que o tour tradicional (que também é ótimo). Tenho certeza de que quem ama cinema e séries, vai achar que foi um dinheiro bem investido. Perfeito !

Informações…
O site da Warner (aqui) dá todas as informações para agendamento e compra de ingresso para todos os Tours disponíveis.

O Deluxe Tour pode ser feito de segunda a sexta, tem duração de 5 horas, passeios exclusivos e almoço incluso. Atualmente custa 250 dólares por pessoa. Aconselho o agendamento antecipado para garantir sua vaga. São poucas vagas por dia e quem bobear pode ficar sem.

Viajando | Grande Muralha da China

Category : Ásia, Turismo, Visitando

Este post foi gentilmente escrito por Luciana Flor

Viajar é mais do que uma vontade, é uma necessidade em minha vida. Fico irritadíssima quando sou privada por N razões quando não posso viajar. É meu momento “Lu explorando o mundo”, já que sempre viajo sozinha e mochilão é minha paixão.
Minhas viagens são sempre previamente planejadas e também com rotas alternativas e se encontro algo que me chama a atenção ou que faz meu coração disparar não penso duas vezes em abandonar os planos originais e reprogramar tudo.
Na ultima vez em que consegui tirar férias (Dez/2007-Fev/2008 – preciso VIAJAR!!!), fui para a Ásia com uma breve passagem pela Europa antes. Esse continente tão rico culturalmente me fascina, “grita” meu nome! É inexplicável o quanto me identifico com as pessoas que conheço por onde passo em países asiáticos (são em momentos assim que tenho certeza de que nasci no lado errado do mundo… hihihihihi…)

A escolha “China” não foi um impulso e sim um empurrão. Tenho amigos por toda a Ásia e uma amiga chinesa me convenceu a visitar seu país. Mostrou-me fotos lindíssimas e que me enlouqueceram. Então China: aqui vou (fui) eu!!!
A única coisa que nós esquecemos é de que eu não falo nada de mandarim, cantonês ou qualquer dialeto chinês, ao contrario dela… e como eu planejei uma viagem de dois meses pela China e cuja minha única companheira era minha mochila, ao invés de me estressar com as barreiras de comunicação, abracei a aventura sem saber o que me esperava e se encontraria pessoas falando inglês pelo caminho. Mas a cordialidade e a disponibilidade em ajudar do povo chinês é TÃO grande que tirei de letra com a ajuda de muitos.

Ao chegar no melhor Hostel que já conheci/me hospedei, o Jade International Youth Hostel que faz parte da Hostelling International, fui procurar o que fazer no 1º dia em Beijing. Escolha FACIL: The Great Wall!!! Havia 3 opções de visita a Grande Muralha da China com 3 faixas de preços e 3 graus diferentes de dificuldade.
O mais caro = mais conforto mais turístico, mais movimentado e menos esforço físico. Já o mais barato = menos conforto, 10km de hikking com tempo limite p/ finalizar o percurso e prometendo mais aventura do que um simples passeio turístico.
Advinha qual foi a minha escolha?! Simatai Great Wall (o mais baratinho e com mais emoção).

A parte ruim do percurso baratinho: é o mais afastado de onde estava hospedada a 120 km da cidade de Beijing em Miyun County.
O frio era intenso naquele dia e uma fina neve caia sobre nós (um grupo de cerca de 10 pessoas) ao chegar no ponto onde iniciaríamos o hikking. Ainda na subida que dá acesso a muralha, um grupo de chineses sorridentes cercou o grupo. Ficamos apreensivos, pois há varias placas pedindo para tomarmos cuidado com nossos pertences. Fiquei com um medinho nessa hora, mas depois descobrimos que são moradores da região que vendem souvenires e acompanha os grupos durante o trajeto ajudando nos trechos onde há apenas ruínas ou em trechos onde ela esta bastante danificada.

Dica: Caso escolha este caminho, vá de tênis ou bota de trekking, há muitas áreas precárias e um calçado com boa tração te ajudará a não cair e/ou escorregar.

Quando me deparei com as escadarias destruídas pelo tempo, andando por trilhas beirando penhascos, pensei: o que é que estou fazendo aqui? Por que não escolhi o passeio mais turístico? E na mesma hora a resposta surge a sua frente: o que você esta vendo, por onde você esta andando são ruínas construídas entre os anos de 550 e 577 durante a dinastia Northern Qi e recostruída com as características da dinastia Ming! Dos 10 km de percurso, 5,4 km são de ruínas originais e a energia daquele lugar é algo que só quem conhece conseguira descrever. É nesse momento em que você recupera o fôlego e segue em frente até a próxima torre, e o próximo forte, e assim por diante.

Cada torre possui uma vista única e uma energia especial, impossível descrever qual a melhor.
É possível ver a Mongólia daquele trecho e há blocos de “tijolos” com escritas em caracteres chineses, que pelo que me informaram, são nomes de pessoas que faleceram durante a construção. São pequenas homenagens eternizadas pelo tempo.

Pouco antes de chegar a uma das torres mais altas do Simatai (a Watching Beijing), há uma surpresa eletrizante para quem gosta de aventuras: uma ponte pênsil com cerca de 40 cm de largura, feita de cabos de aço e tabuas de madeira para que você possa andar sobre ela.
A adrenalina vai a mil, principalmente porque os guardiões da Muralha sugerem passar apenas uma pessoa de cada vez. Esta ponte pênsil passa sobre um rio, tem cerca de 100 metros de comprimento e faz a ligação entre as torres “Fairy” e “Watching Beijing”.
Ao passar pela ponte, há duas formas de chegar ao final da jornada: um caminho todo bonitinho e visivelmente construído bem depois da muralha para facilitar o acesso e uma tirolesa que corta um lago (formado pelas águas daquele rio que comentei quando falei da ponte pensil).

Escolhi a tirolesa presa a um cabo de aço super enferrujado e cuja única proteção que recebi foi um mosquetão de engate rápido que me prendia ao cabo da tirolesa. O lago logo abaixo estava congelado o que o tornava ainda mais atraente aos meus olhos a descida pela tirolesa. Ao final há uma pessoa para te ajudar a não dar de cara nas pedras (hihiihihh…) e te indicar a trilha para chegar ao mesmo destino daqueles que optaram por descer pelo caminho “bonitinho-turista-gosta”.

Apesar de todas as histórias e de tudo que já falaram sobre a Muralha e sobre sua construção, é um dos lugares mais lindos e que mais me trouxeram sensação de paz e liberdade. The Great Wall of China não é apenas uma grande atração turística, uma das Sete Maravilhas do Mundo ou por ser um dos Patrimônios Mundias da UNESCO. Sua grandeza é em minha opinião pela sua magnitude, tamanho (impossível ver onde ela começa e onde termina) e principalmente pelo impacto emocional que ela causa em todos que por lá um dia, assim como eu, tiveram a oportunidade de conhecer o local.

A magia que há naquele lugar é tão grande que no meu ultimo dia na China, fiz questão de voltar lá. Poderia ter escolhido outro trecho, mas o que eu queria mesmo era sentir toda aquela energia que senti na 1ª vez. E juro, o que senti na 1ª vez que fui a muralha não foi emoção de ver algo tão grandioso pela primeira vez, e sim a energia que há no lugar.

O professor Luo Zhewen, um especialista/estudioso da Muralha disse: “A Grande Muralha é a melhor construção chinesa, e Simatai é o que há de melhor na Grande Muralha”. Quem sou eu para discordar de um especialista, heim?! ^.~

OBS: Para quem ficou curioso, a região mais turística da Muralha é a Badaling. Lá a muralha é de blocos de pedras (lembrem-se a Muralha levou centenas de anos para ser construída e o material usado em sua construção variou durante toda a historia de sua construção no que se traduz inclusive aos materiais utilizados), é mais bonitinha, há menos ruínas, é cheia de bandeirinhas vermelhas, tem bondinho que leva os visitantes até a muralha e tem até um mini zoológico de pandas… como disse: coisa para turista ver.

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Viajando | Winter Park – FL

Category : Estados Unidos, Turismo, Visitando

Quando falamos em Flórida o que na mente das pessoas é Orlando e Miami certo ? Mas a Flórida vai muito além destas duas cidades e hoje falarei de uma cidadezinha pra lá de encantadora.

Aqui no blog nunca fiz post nem de Miami nem de Orlando. Como são cidades super comentadas e conhecidas, acabo deixando para postar depois e este depois não chega nunca rsrs. Prometo que farei, só não sei quando tá. Mas ja falei da Flórida no post sobre St Augustine (aqui), uma cidade incrível que conheci em Fevereiro de 2011.

Winter Park, uma cidadezinha que fica pertinho de Orlando e tem um clima completamente diferente que sua vizinha. Quem vai para Orlando com certeza deve guardar este nome na memória e separar pelo menos meio dia para fazer uma visita.

Como chegar…

Quem fica hospedado em Orlando, sabe que a melhor forma de se locomover por lá é alugando um carro. Para ir até Winter Park, basta seguir o gps que é a melhor opção. Atravessando o centro de Orlando, Winter Park fica a 10 minutos de distância (ou 30 min da Internacional Drive).

A cidade é pequena e aconchegante, se for um dia mais calmo é bem fácil achar um lugar para estacionar na própria avenida principal. Caso contrário, tem estacionamento por lá também.

Aos sábados a rua fica bem mais movimentada, mas longe da loucura que é Orlando. Já aos domingos pela manhã o que mais observamos eram famílias bem vestidas, caminhando pela cidade em direção a igreja da Park Ave. (Agora não posso deixar de comentar sobre esse Dog fofo. Qualquer pessoa que parava ao seu lado ele já dava a patinha. Muita vontade de levar para casa.)

https://lh4.googleusercontent.com/-YFSiqzNSAn0/Tic9iSlHV7I/AAAAAAAAHBo/oJgpno_TvaM/s970/winter6.jpg

Onde comer…

A rua principal está repleta de Restaurantes lindinhos e super bem frequentados. Além das vilinhas com mais opções comestíveis.

Como as duas vezes que fui para Winter Park era manhã, resolvemos tomar um belo café na Panera Bread, um rede de panificadora que serve opções deliciosas de lanches e doces. (Tem unidades espalhadas por várias cidades e como eu amo pão “caseiro”, sempre acabo lanchando em uma das Panera Bread do caminho). Tem várias opções e o preço é bem legal. E como sempre acabamos comendo demais no café, nunca conseguimos almoçar na cidade.

Para quem tiver mais tempo, pode dar uma passeada pela região até escolher um local e um menu que lhe agrade e almoçar tranquilamente. ( Da próxima eu prometo que farei isso )

Quem gosta de apreciar um bom vinho, não pode deixar de conhecer a Wine Room. Lá você escolhe o vinho que deseja degustar e compra a dose. Se gostar, pode comprar uma garrafa para levar para casa.

Compras…

Além das comidinhas, uma das coisas boas de se fazer por Winter Park são as comprinhas. Não vou dizer que os preços são ótimos, mas dá para encontrar coisinhas diferentes das lojas de Orlando. Só de andar pelas lojinhas com tranquilidade já me deixa feliz.

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A mulherada pode ficar feliz pois grandes marcas de cosméticos são facilmente encontradas por lá. O preço é um pouco mais elevado do que as lojas de Orlando, mas perfeito para encontrar na Claret, aquele esmalte lindo da Deborah Lippmann que você não achou em Orlando.

Ou ainda testar as novidades incríveis da Origins e sair de lá com uma aulinha de cuidados faciais. Quem tiver tempo pode visitar o Shop Winter Park Village, dois Km do centrinho.

Agora quem ama culinária vai se deliciar com a Williams-Sonoma, a loja é um graça e repleta de utensílios chiquérrimos para cozinha, além de temperos deferentes e várias novidades. Lá eu consegui comprar o meu maçarico ( hummm Creme Brulee) por um preço bem menor que em Orlando.

Também vale passar vontade na Pottery Barn e na lojinha de antiguidades Antiques on the Avenue. Quem sabe o dia que inventarem o teletransporte, poderei comprar minha mesinha de boticário igual a que a Rachel comprou para a Pheebe.

Outra lojinha fofa é a The Paper Shop, uma papelaria cheia de coisinhas lindas. Dá vontade de sair de lá com vários convitinhos, caderninhos e outras bugigangas. Além destas, a avenida é repleta de loja de roupas, vestidos de noiva, acessórios. É só ter um tempinho para dar uma olhada em cada uma delas.

Passeios…

As ruas arborizadas da cidade já agradam os olhos, mas além de ficar andando pela Park Ave, você pode visitar museus, fazer um passeio de barco ou simplesmente descansar por um dos parques.

O passeio de barco pelos lagos de Winter Park é super tradicional. Tem duração de uma hora e dá para visualizar as mansões dos milionários da região. O Scenic Boat Tour fica bem pertinho da avenida principal. O barco acomoda 18 passageiros.

Fomos até lá para fazer o passeio, mas mesmo sendo Fevereiro, o calor era tanto e o sol estava tão forte que desistimos. O tour funciona diariamente (menos no Natal) das 10 as 16h. Adulto paga 12 dólares e criança 6.

O único museu de Winter Park que conheci foi o The Charles Hosmer Morse Museum of American Art que abriga a mais completa coleção de obras de Louis Comfort Tiffany. O acervo é repleto de jóias, vitrais, pinturas e inúmeras peças criadas pelo artista. As obras são incríveis, pena que infelizmente não é permitido fotografar o interior do museu, mas recomendo demais a visita.

Horários e valores: Das 9:30 a.m.–16:00 de terça a sábado e das 13 as 16 aos domingo (segunda o museu não abre). A entrada custa 5 dólares para adultos, 4 para idosos, 1 para estudantes com identificação e criança até 12 anos entra de graça. De novembro até Abril o museu libera entrada gratuita as sextas feiras das 16 – 20h.

Outra construção que chama atenção dos visitantes é a entrada do Rollins Colegge, a universidade mais antiga da Flórida.

Eu já gostei muito muito mais de Orlando do que gosto hoje em dia. Confesso que depois de 5 dias na cidade já começo ficar irritada com aquele monte de gente e uma ida até Winter Park vai muito bem para sair da “muvuca” e tentar um clima mais tranquilo para descansar a mente.

Coloquei mais fotos da cidade aqui.

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