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Big Sur | Um cantinho com vista para o paraiso.

Category : Gastronomia, Hotéis, Turismo, Visitando

Mais um post sobre a California. E como alguns leitores estão pedindo dicas de hospedagens para curtir a dois , acabei pulando o roteiro e indo direto a um dos lugares mais lindos que já vi.

Quando “desenhei”meu roteiro pela Califórnia fiz várias pesquisas em sites e blog. Em um deles, o turista profissional (profissão sonho de consumo) Ricardo Freire, disse (aqui) que o hotel/restaurante  Post Ranch Inn era ponto de parada obrigatório para quem faz a costa da Califórnia. Coloquei o restaurante Sierra Mar no roteiro e vamos que vamos.

Um dia antes ligamos para fazer a reserva no restaurante. Nossa ideia era acordar cedo, passar pelo Hearst Castle e chegar no Sierra Mar as 14h. Nada disso deu certo. Nos enrolamos no trajeto, paramos para tirar várias fotos e quando fomos ver, só conseguiríamos chegar no restaurante as 16h. Sem problemas…só que no lugar de almoçar, só iríamos comer um petisco pois ficaria cedo demais para esperar para jantar.

Chegamos por lá e já fiquei maravilhada com o local. Do estacionamento já da para ficar babando com a paisagem montanhosa.

A recepção é pequena e tem um design único como todo o restante. Subimos a escadaria de madeira em direção ao restaurante e pronto….o choque foi imediato. O lugar é tão incrível que nem com fotos perfeitas dá para expressar tamanha beleza.

Como chegamos depois do almoço e antes do jantar, a solução foi pedir alguns petiscos para beliscar. As opções para este horário são bem enxutas e nada econômicas.

O restaurante é todo de vidro e existe a opção de sentar dentro ou nas mesinhas de fora. Nós ficamos lá fora e a temperatura do mês de setembro estava agradabilíssima.

Como chegamos depois do almoço e antes do jantar, a solução foi pedir alguns petiscos para beliscar. As opções para este horário são bem enxutas e nada econômicas, mas valem a visita de toda forma.

Deixamos uns 40 dólares pelas comidinhas e bebidas mostradas na foto. Mas pagaria até o dobro só para poder me deliciar com aquela vista. Programando-se direitinho, vale a pena gastar um pouquinho mais e comer um bom prato ou um belo lanche. Apesar de que li por aí que a comida não é tão impressionante (tem o cardápio aqui).

Agora se você tiver um tempinho na viagem, estiver marcando sua Lua de mel, ou quer tirar uns dias para namorar um pouco, o hotel é perfeito para isso. Aliás, o hotel não aceita menores de 18 anos, pois é um espaço para relaxamento, longe de qualquer agitação ou barulho.

Mesmo tendo um preço salgado, acho que é uma experiência inesquecível. Se eu soubesse da real beleza do local, teria me programado antes e passado uma noitezinha por lá. Mas a Claudia Beatriz, editora do blog Aprendiz de Viajante,  acabou de voltar de lá e contou aqui, como foi suas estadia romântica pelo local. Tem um monte de fotos lindas do quarto. Não tenho dúvida que ficarei pelo menos mais uma noite da próxima vez que for para California.

Existem várias opções de quartos. Alguns deles ficam na beira do penhasco e parecem casinhas com um design único, que abrigam suítes modernas com camas king-size e a melhor vista da região. Já imagino a emoção de acordar e ainda da cama ter esta vista perfeita. Ou ainda um banho de banheira sossegado.
Nas fotos do site do hotel da para ficar horas babando e imaginando a visita ao local.
O hotel oferece serviço de SPA, piscina e academia. Além disso dá para fazer caminhadas pela região.

As diárias no Post Ranch Inn custam a partir de 595 dólares . Vai depender do quarto que você escolher.

Como e quando chegar…

Estávamos na estrada a caminho de San Francisco e o hotel ficava 2 horas antes da chegada. Colocando o nome Sierra Mar no GPS ele nos indicou o caminho certinho, mas como é no meio da estrada, devem ficar atentos para não passar despercebido. De San Francisco até lá, da umas 2 horas também.

Os horários do restaurante Sierra Mar para quem não está hospedado no hotel: Almoço -12:15 p.m. – 3:00 p.m, Petiscos e drinks – 3:00 p.m. – 5:30 p.m e Jantar 5:30 p.m. – 9:00 p.m. Mas recomendo a visita, nem que seja para pedir um chá gelado ou uma água fresquinha.

Para reservar tem que ligar no +1 (831) 667-2800. Se estiver passando por lá sem reserva e quiser arriscar, as vezes dá certo.


A Mobility foi a locadora oficial de nosso roteiro pela California.

Visitando | Los Angeles, Hollywood e região.

Category : Turismo, Visitando

Hoje vou contar um pouquinho de como foram minhas viagens por Los Angeles e região. Um local que vai muito além da calçada da fama.

Esta foi minha segunda passagem por Los Angeles e felizmente muito melhor do que a primeira (em 2009).

A maioria das pessoas que pensam em visitar LA, já imaginam de cara aquele universo de cinema, celebridades e glamour. Mas quase sempre acontece o contrário. A pessoa chega na cidade, vai aos famosos pontos turísticos e às vezes se decepciona a ponto de nunca mais pensar em volta a cidade. Da minha primeira vez fiz exatamente o básico e saí da cidade inconformada. Pesquisei, fiz um novo roteiro e saí de LA amando o local e doida para voltar pra lá mais uma vez e fazer um monte de passeios que não tive tempo (sim, apesar do que muita gente diz por aí, para mim 5 dias na cidade não deram para nada). Coloquei várias fotos aqui.

Chegando no aeroporto LAX, fomos direto para a locadora de veículos pegar nosso carro (A Mobility foi a locadora oficial da nossa viagem pela California). Saímos de lá com uma bela SUV preparada para carregar várias malinhas (afinal, teríamos mais 15 dias de viagem pela frente).

Já vou começar falando do trânsito de L.A, afinal  é uma das primeiras coisas que você verá por lá. Sou de SP e estou acostumada a pegar todo trânsito do mundo, mas tem horas que L.A. consegue se superar. O congestionamento já começa no aeroporto, que é o quinto mais movimentado do mundo. Foi o único aeroporto que vi uma “filinha” de aviões no ar esperando para descer (e eu odeeeio avião).

Para começo de conversa acho quase impossível ficar na cidade sem alugar um carro (e andar sem gps). As coisas são distantes e nem sempre terá tranporte coletivo de fácil acesso, o que fará você perder um tempo considerável (veja o mapa).

A grande dica é tentar evitar o horário de pico, mas às vezes é impossível. Tente fazer um roteiro do seu dia-a-dia, escolhendo os lugares que vai visitar no google maps. Organize passeios pertos, escolha bem os horários e não esqueça que se tiver horário marcado em algum lugar é melhor sair com bastante antecedência (quase perdemos a gravação de Two and a Half Man por este motivo). Já chegamos a ficar uma hora e meia para andar menos de 10 km.

Quem nunca esteve em LA, vai notar que as grandes rodovias tem uma faixa da direita reservada para carros que tem 2 ou mais pessoas (foto maior acima). Enquanto as outras faixas estão lotadas, a pista para dois facilita bastante a nossa vida.

As opções de hospedagem por lá são inúmeras e mais caras do que várias cidades dos EUA. Tudo vai depender do quanto você pretende gastar, região que quer ficar e tempo disponível. E detalhe, os estacionamentos são pagos e custam em média 25 dólares a diária.

Da primeira vez que fui, acabei pegando um hotel da rede Radisson, super bonitinho e com preço ótimo em frente o aeroporto. Acontece que era longe de tudo e devido ao trânsito perdemos um tempo absurdo. Se você pretende ficar na cidade apenas para ver os principais pontos turísticos, ir para o centro durante o dia e só voltar a noite pode ser uma opção.

Como desta vez eu queria pegar menos trânsito, ter uma bela paisagem e ficar na região que eu mais tinha gostado, escolhemos um hotel na famosa Rodeo Drive. O Luxe Rodeo Drive Hotel (um dia faço um post detalhado sobre ele) é uma gracinha, infinitamente bem localizado, tem um excelente serviço e valeu todo investimento (que ainda é bem mais barato do que os bons hotéis que temos no Brasil). Como sempre, fiz reserva no Booking, pois saia mais em conta do que no site do hotel.

Além da próximidade do aeroporto, existe opção de ficar em Downtonw L.A ou na região de Hollywood. Mas lembrem-se de saber um pouco sobre a região que pretende se hospedar, pois tem áreas que são perigosas e complicadas para sair durante a noite. Ou ainda bagunçada demais para quem quer um pouco de sossego. Uma boa pesquisa pelos comentários dos hóspedes é sempre bem vinda.

Outra opção é ficar hospedado em Santa Mônica. O clima é super gostoso, tem opções bem mais baratas e interessantes. Mas prepare-se para pegar pelo menos 1 hora de trânsito quando for ao centro e pontos turísticos.

O que fazer…

Ok, você está em Los Angles e quer passear pelo centro de Hollywood, andar pela calçada da fama e conhecer o Chinese Teatre. Então vamos por partes…

Estes pontos ficam na Hollywood Boulevard e arredores e são e cheeeeeio de turistas. Por mais que seja uma região super decadente (sim, fiquei bem decepcionada), claro que vale dar uma passadinha para fazer algumas fotos. Logo que chegar, procure pelo Service Center do complexo, lá atendentes lhe darão mapas e se perguntar por algum museu ou show, sai de lá com cupom de desconto. O Kodak Theatre é bem bonito e atualmente abriga “Iris” de Cirque Du Soleil (existe um passeio guiado pelo teatro onde fotos não são permitidas).

E é de uma das plataformas do Hollywood & Highland Center, o complexo que fica junto ao teatro, que dá para ver bem distante o famoso letreiro de Hollywood. Lá também tem estacionamento, várias lojinhas, restaurantes e outras atrações (Mas saiba que em dias de céu não tão aberto, fica impossível observar o letreiro deste ponto e vários turístas saem de lá um tanto frustados. Olhe aqui para ver como ficou a minha).

Mas se você assim como eu, ama cinema, pode fazer tours guiados por alguns deles.  Eu fiz os dois tipos disponíveis na Warner (falei aqui) que dizem ser o melhor, mas ainda tem o tour da Universal e o da Paramount Studios. E quem tiver algum dia livre, pode aproveitar para ver a gravação de algum seriado sem pagar nada, é só reservar seu ingresso neste site.

Além dos estúdios, exitem o museu do Hollywood Museum (que tem coisas bem interessantes, mas o cheiro de mofo lá dentro é praticamente insuportável), o Grammy Museum  e o famoso museu de cera Madame Tussauds para quem quer tirar fotos com as estátuas dos artistas (tem umas que são perfeitinhas). Mas, se sua paixão por celebridades for grande, pode comprar um mapinha e descobrir onde ficam as casas dos famosos (não fiz isso..rs).

Agora depois de tanto cinema, chegou a hora de mais cultura, e mesmo quem não goste de museu, não pode sair de L.A sem visitar o The Getty Center (em breve farei post). O museu é um dos lugares mais lindos que já vi em toda minha vida. A arquitetura do lugar é fantástica e impossível não sair de lá babando. E para quem não quer gastar com museu, fica tranuilo que é grátis. Pena que não tive tempo de ir também no The Getty Villa em Malibu, mas com certeza ficará para a próxima viagem. E se você adora museu, marque na agenda também o Natural History Museum e o LACMA.

Agora o que eu gosto mesmo de fazer é andar sem destino por LA e região. É absurda a diferença de estilo de um canto para o outro. Passamos por ruas bem feias no centro da cidade e outras incrivelmente perfeitas em Beverly Hills e Bel Air. Como eu gosto de viajar par aver coisa bonita, ficar em Beverly Hills desta vez foi a melhor coisa. Todos os dias após os passeios, deixávamos o carro no hotel e ficávamos passeando até tarde pelas ruas e jardins da região. Foi muito gostoso e completamente diferente de ter ficado naquele hotel mais distante da primeira vez!

Outro lugar que eu morria de vontade de conhecer era o campus da UCLA . E foi numa voltinha por Bell Air, antes de seguir para Santa Bárbara, que resolvemos entrar na universidade e dar uma voltinha por lá. O lugar é lindo (tem mais fotos aqui) e o clima é super gostoso. Garanto que vai ter muita gente lembrando da adolescencia se imaginado naqueles filmes de seção da tarde. Quem passar por lá não pode deixar de passear pela loja da UCLA, um verdadeiro shopping de suveniers (tem até foto autografada das líderes de torcida kkk), roupas, papelaria e informática. Adorei e fiquei morrendo de vontade de estudar lá!

Aqui você pode encontar mais detalhes de todas as atrações disponíveis. Tem muita coisa legal, é só se programar. Eu mesma deixei de fazer muuuuita coisa que queria por falta de tempo. Por isso que quando leio por aí que ficar 4 dias em L.A. é muita coisa eu fica maluquinha…rsrs. Acho que só sobra tempo para quem quiser fazer apenas o passeio básico de turista mesmo. Se este é o seu caso, com certeza 2 dias são suficiente na cidade.

Quem ficar mais dias pode ir a Disneyland, passar o dia em Santa Bárbara, ver o por do sol em Vênice Beach, conhecer Passadena, ou ainda visita San Diego, que é uma graça, tem um zoológico lindo (mostrei aqui) e fica a menos de 3 horas da L.A.

Opções de bons restaurantes não faltam pela região. Do mais badalado ao fast food, tem opções para todos os gostos e bolsos.

Já comentei aqui que sempre que estou sem tempo de escolher os restaurante, acabo me rendendo a um conhecido (seja um Cheesecake Factory, Olive Garden, Hooters ou alguma lanchonete) e desta vez não foi diferente.

Sorte que em um dos almoços demos uma espacadinha do horário corrido para pegar uma filinha básica no famoso The Ivy (que depois de tanto falarem que é um dos premiados e preferidos pelas celebridados locais, elas devem ter é fugido dos turistas..rs). Depois de 40 minutos de espera pudemos entrar e escolher nossos prato. Escolhi um gnochi bem gostoso e o marido pediu carne. O local é uma gracinha, com salas decoradas e várias reportagens sobre os prêmios espalhadas pelas paredes do corredor. Os pratos eram gostosinhos, mas o atendimento não gostei nenhum pouco (erraram o pedido, demoraram no atendimento e outras coisinhas mais). Confesso que esperava mais.

Outra sorte que demos foi que no nosso hotel Luxe Beverly Hills, tinha um restaurante bem gostosinho, o Café Rodeo. Jantamos lá no primeiro dia e meu prato estava um escândalo de bom. Pena que nas outras noites estávamos fora e não deu para repetir o pedido.

Para quem tiver mais tempo de pesquisar, aqui, achei boas dicas de restaurante. Um dos que achei mais interessante e que também vi em São Francisco foi o The Stinking Rose (sim, o nome é este mesmo…rs), onde o alho está presente até nas sobremesas (não passe por lá se estiver em Lua de mel..rs). Já para quem estiver fazendo compras, os shoppings tem várias e boas opções. Ou ainda para quem quer algo diferente, ainda tem o famoso Farmers Market.

Se seu negócio é comprar, está em um dos melhores lugares. Los Angeles e região é repleta de shoppings, outlets e lojas para todos os gostos. O imposto não é um dos melhores, mas as opções são ótimas.

Quem quiser economizar pode começar pelos grandes outlets (tem aqui). Entre antes no site de cada um e imprima o voucher que dá direito a um book de cupons de desconto.  Para as leitoras do MakeUp Atelier e apaixonada por cosméticos, saibam que lá tem Ulta, Sephora, Target e várias farmácias espalhadas por todo os cantos, além de lojas de cosméticos específicas para cinema.

E quem quer grife, preparem os cartões. Lojas dos maiores estilistas do mundo estão espalhadas pelos shoppings, boulevard e ruas graciosas. Um dos meus passeios preferidos é ficar andando o olhando as vitrines de Beverly Hills, uma verdadeira terapia rsrs. E para comprar, passear e comer alguma coisinha em um só lugar, vale apena passar um tempinho no The Groove, é um shopping aberto que é uma graça. Além, é claro, das grandes lojas de departamento como Bloomingdales, Sak’s e Barneys NY.

Chegando e saindo…

Infelizmente não existem voos diretos do Brasil para Los Angeles e cada empresa faz conexão em algum lugar (Miami, Dallas, NY, Atlanta). Como acho que o voo para lá é mega cansativo e junta com a mudança considerável no fuso, eu sempre opto por visitar alguma cidade na conexão. Na primeira vez fiquei uns dias em NY (depois teve San Diego e Las Vegas) e agora fiquei uns dias em Dallas (contei aqui).  Da próxima pretendo parar em Atlanta, pois morro de vontade de conhecer.

Ainda farei posts sobre os passeios em detalhes e sobre minha parada por várias cidade, até chegar em São Francisco Foi incríiiivel este roteiro. Então aguarde….Em breve neste mesmo blog, nesta mesma catgoria ;)

Veja também alguns posts úteis para quem está programando sua viagem para os Estados Unidos

Viajando | Dallas – Texas

Category : Turismo, Visitando

Pronto, começo o primeiro post oficial sobre minha última viagem. Vamos falar sobre a primeira cidade do roteiro, Dallas.

Adoro conhecer novas cidades e como não tinha planos de viajar para conhecer o Texas, fazer uma parada em Dallas foi uma ótima opção. Ficamos apenas dois dias e meio na “The Big D”, como é conhecida a cidade, não deu para fazer muita coisa mas foi o suficiente para dar uma geral na cidade, saber de fatos importantes, fazer muitas comprinhas e deixá-la marcada na agenda para uma próxima viagem.

Chegamos no aeroporto internacional (que é lindo e gigantesco) e fomos ver o carro que a Mobility tinha escolhido para nós na Avis. Quando chegamos tinha um Tiguan super bonitinho e ótimo para abrigar todas as nossas malas depois das primeiras comprinhas. Fomos para o hotel deixar as coisas e partimos para as compras (afinal era importantíssimo comprar nossa máquina fotográfica nova para começar a clicar a cidade).

Fomos no início do Outono, mas a cidade ainda estava insuportavelmente quente. Só indico visitar a cidade no verão, quem realmente ama um sol escaldante. O céu estava lindo e perfeito para fotos, mas não consegui andar nas ruas da cidade mais de 20 minutos, tamanho era o calor.

https://lh6.googleusercontent.com/-3imIiFT6fwc/TqWI1ttiPGI/AAAAAAAAITw/b6mMOalh7cE/s848/dallas6.jpg

Dallas e outras cidades do Texas são ótimas opções para quem pretende deixar uma graninha nos EUA. Além dos excelentes shoppings, lojas de grandes marcas e milhares de opções, o estado tem um programa que devolve ao turista o imposto gasto nas compras. O imposto de lá gira em torno de 9% e uma grande seleção de lojas está neste programa de devolução da taxa bem parecido com o sistema que vemos na Europa (afinal o turista gasta com imposto e não usufrui de nenhum benefício como os moradores, nada mais justo devolve-lo).

Como funciona….

Primeiro você deve olhar a lista de lojas participantes do programa (tem a lista aqui), fazer as compras e guardar as notas (se quiser guardas as notas originais, você deve pedir uma cópia da nota no ato da compra). No dia que for deixar Dallas, leve todas as notas no guichê que fica ao lado da Americam Airlines (Existe a opção de levar tudo em um posto de coleta no shopping, mas lá eles não te devolvem o dinheiro na hora e sim enviam um cheque para o Brasil, o que faz o processo do aeroporto, muito mais vantajoso). Na hora eles irão somar todo o valor pago em impostos e lhe devolver em dinheiro, 50% do valor. Os outros 50% são taxas cobradas pela empresa que faz a devolução do imposto ao turista (ok, eles ganham bem, mas ainda saímos no lucro). Aqui eles explicam todo o processo certinho.

Escolhi dois grandes shoppings para fazer minhas comprinhas e tentar economizar tempo. O Northpark é um shopping lindo, enorme com muuuuitas lojas ( Macy’s, Nordstron, Barneys NY, Apple, H&M, Diesel, etc…) para todos os gostos.  Dá para perder horas lá dentro.  O Galleria é um shopping com 3 andares, lindo e uma boa opção para quem quer luxou ou se divertir, já que lá tem uma pista de patinação enorme, cinema e teatro ( Antes de fazer suas compras vá até o atendimento ao cliente e peça um book de cupons para turistas, assim dá para ganhar descontos ou aproveitar promoções exclusivas).

Além dos grandes shopping tradicionais, existe ainda as de  ruas de comércio e outlet. O outlet é o Allen Preminum Outlet tem mais de 100 lojas e é indicado para quem quer comprar coleções passada e economizar uma boa graninha. Aqui tem um site com várias dicas de lojas e descontos para todas as cidades do Texas.

Confesso que Dallas me impressionou logo de cara. A cidade é grande, muito bonita (alguns no maior estilo Cowboy de ser), cheia de prédios modernos, muitos carros e grandes rodovias (que mesmo com GPS nos confundiu bastante). Tudo é super organizado e percebe-se logo de cara que é uma cidade muito nova e rica (e insuportavelmente quente..rs).

O centro de Dallas e os distritos ao redor,  tem inúmeras opções de passeios e entretenimento para todos os gostos. Como tinhamos pouco tempo, nossa primeira atração foi um museu que eu não podia deixar de visitar, o The Sixth Floor Museum, o conhecido ponto de onde atiraram no presidente JFK, mas isso é assunto para um outro post. Depois do museu, demos uma andada pelas ruas da desta parte histórica da cidade (West End Historic District), com outros museus (ex: Old Red Museum, Holocaus Museum, Museum of Arts), uma arquitetura super interessante, vários restaurantes e lojas. Infelizmente foi nesta parte que o calor insuportável nos fez passear pouco e pedir arrego ao ar condicionado do carro.

https://lh5.googleusercontent.com/-9i1Ca1hCybc/TqWIyIb3III/AAAAAAAAITw/eEgmUSmxc_Y/s550/dallas4.jpg

Além dos excelentes museus, a cidade tem aquário, zoo, parques incríveis, casas de shows e outros passeios. O Six Flags Over Texas é perfeito para os amantes de aventura. Aqui  e aqui da para saber mais sobre as inúmeras atrações da cidade e região.

Além disso vale pegar o carro e sair pelas ruas  (se perdendo) conhecendo um pouco mais da arquitetura da região (o Arts District  é super bonito e do lado do centro) e quem tiver mais tempo pode aproveitar também várias atrações temáticas nos demais distritos.  Coloquei mais algumas fotos de Dallas aqui no Facebook. Pelo que vi a cidade tem ótimas opções para a criançada.

https://lh5.googleusercontent.com/-B--bXXD48I0/TqWI5NQ_zCI/AAAAAAAAITw/u8BbMQPGkHI/s900/dallas7.jpg

Antes de chegar fiz um roteiro separei alguns restaurantes bem conceituados na região (tem aqui), mas como planos são planos, acabamos mudando tudo e comemos em lugares completamente contrário do que pretendíamos pois o tempo voou.

Uma das ótimas opções é um jantar no Five Sixty by Wolfgang Puck (aqui tem o menu). O restaurante fica no topo da incrível Reunion Tower, um dos cartões postais da cidades. Além de apreciar pratos que dizem ser de muito bom gosto, você pode aproveitar para observar a cidade toda. Só lembre-se de fazer reserva antecipada.

Para quem estiver no shopping Northpark, uma boa e rápida opção de jantar é o restaurante  italiano Maggiano’s, que serve massas bem gostosas e tem um ambiente bem bacaninho e fica aberto depois que as lojas já fecharam. Para um lanche rápido, cafezinho ou sobremesa eu recomendo dar uma passadinha no La Madeleine que fica na frente da Dillard’s. Eles tem tortas e um cookie tão delicioso que fico com água na boca só de lembrar.

https://lh6.googleusercontent.com/-a9Demvx6a5U/TqWI47hJKxI/AAAAAAAAITw/vsB78QQauY4/s805/dallas5.jpgEu acho que é praticamente impossível ficar em Dallas sem alugar um carro, portanto acabei escolhendo um hotel próximo a estrada e de fácil acesso aos pontos que eu pretendia visitar. Como nunca tinha ido para Dallas, consultei as notas dos visitantes, preço, localização e limpeza do hotel. 

O Baymont Inn & Suites Dallas Love Field (aqui) tinha um preço ótimo, era uma gracinha, super limpo, organizado, um café bacana e uma equipe de atendimento ótima. Nos deixaram fazer um check-in bem mais cedo do que o horário normal sem cobrar nenhuma taxa (afinal não tem nada pior do que ficar 10 horas em um voo, chegar cedíssimo no hotel e não poder entrar no quarto), receberam comprinhas que fiz pela internet e foram super solicitos durante toda a estadia. Super aprovado, gostei muito.

Quem quiser mais opções centrais o site tem muitos outros hotéis de todos os preços (para quem nunca fez reservas neste tipo de site, aqui fiz um tutorial bem detalhado).

https://lh4.googleusercontent.com/-OfERKSfPjIU/TqWP66KbV7I/AAAAAAAAIUI/Sry4Hxc8324/s524/dallas9.jpg

Tirando o calor eu realmente adorei Dallas. Quem sabe da próxima vez que eu for para California, eu faça conexão na cidade novamente e reserve pelo menos uns 4 dias para fazer menos compras e todos os passeios que eu fiquei com vontade.

Viajando | Grande Muralha da China

Category : Turismo, Visitando

Este post foi gentilmente escrito por Luciana Flor

Viajar é mais do que uma vontade, é uma necessidade em minha vida. Fico irritadíssima quando sou privada por N razões quando não posso viajar. É meu momento “Lu explorando o mundo”, já que sempre viajo sozinha e mochilão é minha paixão.
Minhas viagens são sempre previamente planejadas e também com rotas alternativas e se encontro algo que me chama a atenção ou que faz meu coração disparar não penso duas vezes em abandonar os planos originais e reprogramar tudo.
Na ultima vez em que consegui tirar férias (Dez/2007-Fev/2008 – preciso VIAJAR!!!), fui para a Ásia com uma breve passagem pela Europa antes. Esse continente tão rico culturalmente me fascina, “grita” meu nome! É inexplicável o quanto me identifico com as pessoas que conheço por onde passo em países asiáticos (são em momentos assim que tenho certeza de que nasci no lado errado do mundo… hihihihihi…)

A escolha “China” não foi um impulso e sim um empurrão. Tenho amigos por toda a Ásia e uma amiga chinesa me convenceu a visitar seu país. Mostrou-me fotos lindíssimas e que me enlouqueceram. Então China: aqui vou (fui) eu!!!
A única coisa que nós esquecemos é de que eu não falo nada de mandarim, cantonês ou qualquer dialeto chinês, ao contrario dela… e como eu planejei uma viagem de dois meses pela China e cuja minha única companheira era minha mochila, ao invés de me estressar com as barreiras de comunicação, abracei a aventura sem saber o que me esperava e se encontraria pessoas falando inglês pelo caminho. Mas a cordialidade e a disponibilidade em ajudar do povo chinês é TÃO grande que tirei de letra com a ajuda de muitos.

Ao chegar no melhor Hostel que já conheci/me hospedei, o Jade International Youth Hostel que faz parte da Hostelling International, fui procurar o que fazer no 1º dia em Beijing. Escolha FACIL: The Great Wall!!! Havia 3 opções de visita a Grande Muralha da China com 3 faixas de preços e 3 graus diferentes de dificuldade.
O mais caro = mais conforto mais turístico, mais movimentado e menos esforço físico. Já o mais barato = menos conforto, 10km de hikking com tempo limite p/ finalizar o percurso e prometendo mais aventura do que um simples passeio turístico.
Advinha qual foi a minha escolha?! Simatai Great Wall (o mais baratinho e com mais emoção).

A parte ruim do percurso baratinho: é o mais afastado de onde estava hospedada a 120 km da cidade de Beijing em Miyun County.
O frio era intenso naquele dia e uma fina neve caia sobre nós (um grupo de cerca de 10 pessoas) ao chegar no ponto onde iniciaríamos o hikking. Ainda na subida que dá acesso a muralha, um grupo de chineses sorridentes cercou o grupo. Ficamos apreensivos, pois há varias placas pedindo para tomarmos cuidado com nossos pertences. Fiquei com um medinho nessa hora, mas depois descobrimos que são moradores da região que vendem souvenires e acompanha os grupos durante o trajeto ajudando nos trechos onde há apenas ruínas ou em trechos onde ela esta bastante danificada.

Dica: Caso escolha este caminho, vá de tênis ou bota de trekking, há muitas áreas precárias e um calçado com boa tração te ajudará a não cair e/ou escorregar.

Quando me deparei com as escadarias destruídas pelo tempo, andando por trilhas beirando penhascos, pensei: o que é que estou fazendo aqui? Por que não escolhi o passeio mais turístico? E na mesma hora a resposta surge a sua frente: o que você esta vendo, por onde você esta andando são ruínas construídas entre os anos de 550 e 577 durante a dinastia Northern Qi e recostruída com as características da dinastia Ming! Dos 10 km de percurso, 5,4 km são de ruínas originais e a energia daquele lugar é algo que só quem conhece conseguira descrever. É nesse momento em que você recupera o fôlego e segue em frente até a próxima torre, e o próximo forte, e assim por diante.

Cada torre possui uma vista única e uma energia especial, impossível descrever qual a melhor.
É possível ver a Mongólia daquele trecho e há blocos de “tijolos” com escritas em caracteres chineses, que pelo que me informaram, são nomes de pessoas que faleceram durante a construção. São pequenas homenagens eternizadas pelo tempo.

Pouco antes de chegar a uma das torres mais altas do Simatai (a Watching Beijing), há uma surpresa eletrizante para quem gosta de aventuras: uma ponte pênsil com cerca de 40 cm de largura, feita de cabos de aço e tabuas de madeira para que você possa andar sobre ela.
A adrenalina vai a mil, principalmente porque os guardiões da Muralha sugerem passar apenas uma pessoa de cada vez. Esta ponte pênsil passa sobre um rio, tem cerca de 100 metros de comprimento e faz a ligação entre as torres “Fairy” e “Watching Beijing”.
Ao passar pela ponte, há duas formas de chegar ao final da jornada: um caminho todo bonitinho e visivelmente construído bem depois da muralha para facilitar o acesso e uma tirolesa que corta um lago (formado pelas águas daquele rio que comentei quando falei da ponte pensil).

Escolhi a tirolesa presa a um cabo de aço super enferrujado e cuja única proteção que recebi foi um mosquetão de engate rápido que me prendia ao cabo da tirolesa. O lago logo abaixo estava congelado o que o tornava ainda mais atraente aos meus olhos a descida pela tirolesa. Ao final há uma pessoa para te ajudar a não dar de cara nas pedras (hihiihihh…) e te indicar a trilha para chegar ao mesmo destino daqueles que optaram por descer pelo caminho “bonitinho-turista-gosta”.

Apesar de todas as histórias e de tudo que já falaram sobre a Muralha e sobre sua construção, é um dos lugares mais lindos e que mais me trouxeram sensação de paz e liberdade. The Great Wall of China não é apenas uma grande atração turística, uma das Sete Maravilhas do Mundo ou por ser um dos Patrimônios Mundias da UNESCO. Sua grandeza é em minha opinião pela sua magnitude, tamanho (impossível ver onde ela começa e onde termina) e principalmente pelo impacto emocional que ela causa em todos que por lá um dia, assim como eu, tiveram a oportunidade de conhecer o local.

A magia que há naquele lugar é tão grande que no meu ultimo dia na China, fiz questão de voltar lá. Poderia ter escolhido outro trecho, mas o que eu queria mesmo era sentir toda aquela energia que senti na 1ª vez. E juro, o que senti na 1ª vez que fui a muralha não foi emoção de ver algo tão grandioso pela primeira vez, e sim a energia que há no lugar.

O professor Luo Zhewen, um especialista/estudioso da Muralha disse: “A Grande Muralha é a melhor construção chinesa, e Simatai é o que há de melhor na Grande Muralha”. Quem sou eu para discordar de um especialista, heim?! ^.~

OBS: Para quem ficou curioso, a região mais turística da Muralha é a Badaling. Lá a muralha é de blocos de pedras (lembrem-se a Muralha levou centenas de anos para ser construída e o material usado em sua construção variou durante toda a historia de sua construção no que se traduz inclusive aos materiais utilizados), é mais bonitinha, há menos ruínas, é cheia de bandeirinhas vermelhas, tem bondinho que leva os visitantes até a muralha e tem até um mini zoológico de pandas… como disse: coisa para turista ver.

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