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Um Minuto de Cultura – Museu Max Factor em L.A.

Category : Cultura, Turismo

Post publicado originalmente no meu outro blog, o MakeUp Atelier, que vale a pena ser inserido nos roteiros dos amantes da cosmética que estão de passagem por Los Angeles.

Impossível falar sobre a maquiagem atual sem citar Max Factor. Se aqui no Brasil a marca hoje em dia é pouco conhecida (apesar de que quem ama maquiagem já viu pelo menos um pan cake da marca), ela faz parte da história do cinema de Hollywood e é lembrada em museus e até em parques de Orlando.

Quando estive em Los Angeles (contei aqui), o Museu de Hollywood (antigo Museu Max Factor) fez parte do meu roteiro. E por mais que lá dentro estivesse cheio de objetos e figurinos famosos, meu intuito era apenas um, visitar a exposição de Max Factor.
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O museu fica no prédio Max Factor, onde era o primeiro museu da marca e antigo salão de beleza. Depois de um tempo fechado, reabriu com apenas meio andar destinado a Max Factor e o restante do prédio repleto de artigos usados em séries e filmes de Hollywood. O museu não é grande, mas mantiveram várias salas de maquiagem restauradas e repleta de itens curiosos . Lá pude ver produtos reais utilizados pelas grandes divas, equipamentos bem interessantes e até mesmo assistir um filminho sobre a história da marca.
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Tentei resumir o máximo possível para o post não virar um livro, por isso coloquei mais um monte de fotos neste album aqui. Vale a pena dar uma olhadinha.
Max Factor (ou Maksymilian Faktorowicz), um judeu cujo o pai era maquiador da família real Russa, mudou-se para Los Angeles com a família e começou a trabalhar com perucas e maquiagens teatrais. Aos poucos foi transformando a maquiagem mais pesada do teatro a algo mais aceitável e apropriado para as telas de cinema. Texturas, cores e fórmulas, até criar uma “base cremosa”que não rachasse e ficasse bem na pela dos atores. Deste feito em diante, Max Factor já era considerado um grande mestre dos cosméticos.
Fonte : Timeline Max Factor
De uma pequena produção a uma marca mundial. Com o passar do tempo os negócios cresceram, os filhos se envolveram na empresa do pai e começava a produção em grande escala e desenvolvimento de novos produtos com uma marca própria. Forneciam maquiagens para grande parte da indústria cinematográfica e chegou a ser líder de mercado no seguimento. Os filhos pensavam grande e queriam ver a marca além da indústria do cinema. E com a tela colorida e a criação do famoso Pan-Cake, que escondia imperfeições e tinha um acabamento mais transparente e matificado, a marca foi tomando conta do mundo real, já que as mulheres levavam o do set de filmagens para o uso diário.
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Claro que o produto não era tão apropriado para o dia a dia já que sem as luzes dos refletores o efeito não era o mesmo. Dali para frente foram muitos estudos para chegar a fórmulas perfeitas que se adequassem foras das telas e palcos.
Ele desenvolveu maquiagens para grandes nomes do cinema e transformou mulheres normais em divas maravilhosas. Criava produtos e criava personalidades, já que juntava suas fórmulas inovadoras com sua habilidade de criar looks exclusivos para cada atriz. Suas clientes já celebridades, acabaram virando as próprias modelos da marca, que inseridas nos anúncios, criaram milhares de fã de batons, bases e outros produtos Max Factor.
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Lendo um pouquinho do material exposto no museu da para perceber o quanto Max Factor era minucioso e detalhista. Sempre tentando mostrar o lado mais belo de cada mulher em uma época bem distante do photoshop. Ele sempre preocupava com as cores certas para cada tipo de mulher e cada personagem.
Veja mais fotos que tirei dos anúncios AQUI
No museu, um filme mostrava um pouquinho de como o batom vermelho voltou a moda depois de ter sido visto com maus olhos pela sociedade. Nos lábios das sensuais divas como Marilyn, o batom vermelho começou a ser desejado pelas telespectadoras, que queriam um visual tão marcante e sedutor quando as atrizes. A marca criava cores específicas para morenas, loiras, ruivas e castanhas.

Junto com o acervo das mulheres dos anos 30/40 muitas imagens, notícias e bilhetes deixados pelas próprias atrizes. As salas do museu e antigo salão, são separadas e decoradas de formas diferentes. Uma para loiras outra para morenas, outra para ruivas e uma quarta sala para as castanhas. Em cada uma destas salas um pouco de história.
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Sou apaixonada pela estética da época, em que as mulheres eram femininas, usavam cabelos impecáveis, roupas acinturadas e tinham uma postura perfeita. Os estojos de maquiagem eram grandes caixas decoradas com cetim, as escovas de cabelos (e os acessórios) parecem pequenas obras de artes. Foi delicioso ver de pertinho aquele monte de produtos que deram origem a maquiagem que temos hoje em dia. Pó, batom, base em bastão e muitos cílios postiços. Tudo com embalagens originais e deliciosas de serem observadas.

Agora o objetos mais intrigantes da exposição é o “The Max Factor Beauty Calibration Machine”, uma engenhoca que parece mais um objeto de tortura, criada por Max Factor capaz de medir detalhadamente, identificar o rosto da mulheres e com isso fazer correções possíveis para que as divas ficassem ainda mais belas. A máquina só comprovou que o “rosto perfeito”era um mito e que mesmo as mais lindas celebridades tinhas suas assimetrias. Só existe uma máquina desta que foi leiloada a pouco tempo e estava em exposição no museu.

A Max Factor foi comprada P&G e ainda está presente em vários países. E se hoje nos Estados Unidos foi praticamente substituída pela Cover Girl, no Reino Unido continua firme, forte e cheia de novidades.

Agora o que muita gente não saber ainda, é que os criadores (Dean e Davis) da nossa amada Smashbox são os bisnetos de Max Factor, que depois de um super estúdio fotográfico em Los Angeles, criam uma linha de makes para tecnologias de hoje como HDTV e Blue Ray que são vendidas e desejadas em grande parte do mundo. Família de sucesso esta, não ?

Agora sobre a visita ao o museu, vá se você ama maquiagem e quer saber um pouquinho da história deste mestre, se você ama ver coisas de celebridade e se você não tem rinite alérgica. Pois tirando o térreo que é ventilado e tem as salas dedicadas a marca, o resto é velho, empoeirado e caro pela conservação geral das coisas. Eu consegui ver só a parte de Max Factor, pois os outros andares se tornaram impossíveis devido ao cheiro de mofo do local. Sorte que fiquei tão encantada com o acervo da marca que foi só passar em uma farmácia depois e comprar um remedinho para deixar meu nariz em paz..rs

Informações…
The Hollywood Museum, 1660 N. Highland Avenue, Hollywood – Horário: 10h – 17h – $15 adultos e $12 crianças e idosos – Informações +1 (323) 464-7776

Um minuto de cultura | The Getty Center

Category : Cultura, Turismo

Se tinha um lugar que eu jamais poderia deixar de fora nesta minha última visita a Los Angeles (tem post aqui) era o The Getty Center. Um complexo que abriga centro de pesquisas, institutos e o museu J. Paul Getty Museum

Para chegar ao complexo The Getty Center, fomos de carro até a entrada (que fica na 1200 Getty Center Drive, em média 20km do centro de L.A), estacionamos e subimos até o andar de cima, onde um trenzinho nos levou até a entrada do complexo.

Mesmo tendo visto várias fotos antes, fiquei enlouquecida e emocionada com a beleza do local logo na entrada. É magnifico, grandioso e uma visão inesquecível para os amantes da arquitetura e design. A obra foi concebida pelo arquiteto Richard Meier e deixa boquiaberto mesmo os mais indiferentes (coloquei mais fotos grandes aqui).  Com aquele ceu azul irreal e linhas perfeitas, só conseguia me imaginar dentro de um arquivo de AutoCAD rs.

Logo na entrada, siga até o guichê de atendimento para pegar um guia do museu localizar-se  dentro de cada galeria. A entrada é gratuita e você só gasta com o estacionamento, que por sinal é muito bem organizado. Depois é só seguir pela porta principal que da acesso ao museu e escolher o que visitará primeiro. Os prédios possuem escadas e elevadores, com isso fica acessível aos cadeirantes também.

Ao lado direito do último prédio da galeria, tem um observatório lindíssimo. Aliás, passei bastante pelo complexo que com certeza vai desconbrir novos cantinhos para fotos perfeitas.

Compras no museu ? Lógico. Como é de costume, quase todas as salas tem suas lojinhas de suveniers. Lá da para comprar livros dos artistas, postais, lembrancinhas e até artigos de papelaria lindíssimos. E comprei um anel muito fofo de câmera fotográfica.

E se der fome ? No piso principal existem barraquinhas vendendo lanches e outras gostosuras, no andar de baixo tem café e restaurante para almoçar (da uma olhadinha no menu) ou jantar olhando para as montanhas de Santa Mônica. Ou que tal um piquenique no jardim ? Tem um espaço dedicado a isso e repleto de famílias tomando um lanchinho e descansando.

Em cada sala, uma coleção. Além do acervo permanente, que inclui esculturas, fotografias, pinturas, manuscritos, o museu sempre recebe exposições itinerantes e belíssimas. Uma das partes que mais amei, foi a exposição Luminous Paper: British Watercolors and Drawings que infelizmente já acabou mas pode ser vista aqui. Saí de lá doida para pegar meus blocos, aquarelas e voltar para a escola de arte.

Além das incríveis contruções, o The Getty tem fantásticos jardins projetados por Robert Irwin. Tudo milimetricamente ajustado para um layout perfeito. Mesmo quem não dá a mínima por flares vai se surpreender com a beleza dos jardins espalhados pelo museu.

Eu acredito que em 3 horas dê para fazer uma visita básica ao local (olhando rapidamente as salas, andando pelos jardins e apreciando a bela arquitetura). Mas se eu tivesse mais tempo, juro que passaria facilmente o dia todo por la. Estou morrendo de saudades só de ver as fotos.

Algumas dicas: Como a maior parte do complexo é aberta, não esqueça seu protetor solar e uma garrafinha da água para conseguir visitar tudo sem morrer de sede. No frio, acredito que la em cima vente muito, então não esqueça o agasalho. Sapatos confortáveis são importantíssimo, caso contrário faltara pique para subir várias escadas, andar pelo jardim e aproveitar bastante.

Aproveitei e fiz um videozinho (bem +ou-) para mostrar um pouquinho mais do local…

Se você vai a Los Angeles e ficou interessado em conhecer o The Getty Center, separe mais uma manhã para o The Getty Villa em Malibu. Eu não consegui tempo para fazer a visita, mas dizem que é maravilhoso.

Mas se você não é da turma que gosta de museus, abra a sua mente e permita-se esta excessão, tenho certeza que não saira de lá arrependido. Nem que seja para subir ao observatório e ver Los Angeles das alturas.

Informações: O museu abre de terça a domingo das 10 as 17:30. Aos sabados fica aberto até as 21h. A entrega é gratuita e o estacionamento custa atualmente 15 dólares. Veja aqui como chegar maiores informações.

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A mobility foi a locadora oficial do nosso passeio pela California.

Um minuto de cultura | The Sixth Floor Museum

Category : Cultura, Turismo

Quando decidi programar minhas férias para California mais um vez. optei por mudar a escala em NY e passar alguns dias em Dallas (fiz um post sobre Dallas aqui). Não que a cidade fosse meu sonho de consumo, mas foi só começar a pesquisar um pouquinho sobre o lugar para ficar bem curiosa com o que me esperava e adorei.

Depois de passar o primeiro dia fazendo compras, o próximo passo era visitar um dos museus da cidade. O escolhido foi o quase sinistro The Sixth Floor Museum, que nada mais é do que o antigo prédio depósito de livros escolares que foi escolhido pelo a do ex presidente JFK como o lugar perfeito para o crime.

O museu fica no centro histórico da cidade, mais precisamente na famosa Elm Street. Ao lado do museu existe um estacionamento que cobra 5 dólares por tempo indeterminado. Próximo ao local também existem vários estacionamentos com taxas menores.
O prédio onde fica o museu é muito organizado como quase todas atrações turísticas nos EUA. Paga-se uma taxa de 13 dólares por pessoa e não é permitido fotografias dentro do museu, somente no hall de entrada.

Depois de pagar a taxa é só retirar o fone na língua escolhida (tem em português) e pegar o elevador com destino ao sexto andar.
O museu é repleto de fotografias que relatam o acontecimentos do início ao fim. Fala-se um pouco sobre a vida e carreira de JFK, sua visita a Dallas e relato completo de um dos momentos mais trágicos da história da política americana.

O audio guia vai explicando passo a passo de como tudo aconteceu, narrado pelo jornalista Pierce Allman. Confesso que quando chega finalmente a parte do carro passando e o barulhos dos tiros, fiquei bem chocada. A janela escolhido pela atirador e todo o quadrante cheio de caixas e piso antigo, estão cercado por vidro, mas da janela lateral dá para ver certinho o ponto escolhido pelo assassino (tem foto aqui), para atingir o presidente dentro da limousine conversivel.

Fotos da movimentação, da população abaixada preocupada com os barulhos dos tiros e uma das mais tocantes, Jackie O em cima do capô do carro falando que seu marido tinha sido atingido. Chocante.

Depois da vista da janela a história, continua com a tentativa de salvar JFK, a busca pelo suspeito, a investigação completa e uma possível conclusão do caso. Aqui da para ver a história no site do museu e quem quiser saber mais sobre as teorias e  investigações do caso tem aqui.

O museu ainda conta com exibições de filmes, makete da reconstrução da cena do crime e algumas câmeras usadas pelos jornalistas da época que estiveram presente. Muito completo e interessante.

No final da visita existe uma lojinha com livros e suvenirs e um café super gracinha.

Informações

The Sixth Floor Museum at Dealey Plaza, 411 Elm Street - Dallas, TX  75202 – para horários e valores veja o site oficial aqui.

Just a Click | Los Angeles

Category : Cinema, Imagens

Este Just a Click é coisa de fã mesmo. O último filme da saga do bruxinho vai estrear dia 15 e eu, fã assumida, não vou perder por nada.

https://lh4.googleusercontent.com/-xwmDf6gO95g/Thye0ORLiCI/AAAAAAAAG9M/lPz98dsnnzc/s676/harry.jpg

Eu poderia postar uma foto do parque, mas esta aqui é bem especial. Foi a primeira foto que tirei quando visitei a Hollywood Walk of Fame em Los Angeles.

O lugar é lotado, um tanto decadente, mas é passeio obrigatório para quem está na cidade.

Durante a minha estadia, visitei a exposição de Harry Potter dentro dos Estúdios da Warner, mas infelizmente não era permitido fotografar.

ok, confesso que até coloquei o chapeu seletor para saber qual seria a minha “casa” rsrs. Mas não lembro o que ele escolheu…rsrs

Impossível mesmo foi sair de lá sem comprar um exemplar da varinha de Harry. Sei que já passei da idade mas né, nunca é tarde para ser criança.

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