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Você viaja para comprar ou para passear ?

Entre os e-mails que mais recebo dos leitores, o assunto que mais aparece é “Dicas de Compras em X lugar”. E já que esta semana o Jornal Nacional apresentou uma matéria divulgando que em 2011 os brasileiros gastaram mais de 21 bilhoes de dólares (wow!) no exterior, juntei os  fatos e resolvi falar um pouquinho sobre o que penso sobre o assunto.

Quem aí não ama comprar ?

É uma delícia desembarcar em algum país que tenha preços justos, impostos aceitáveis e uma variedade enorme de produtos. Encontrar marcas incríveis, ofertas tentadoras, outlets gigantescos, cupons de descontos e os grandes SALES, que deixam os turistas maluquinhos.

Eu viajo bastante e compro mais de 50% das minhas coisas no exterior. Se no Brasil é tão caro e complicado conquistar algum bem material, lá fora é tudo mais fácil e barato. Por este motivo sempre deixo para comprar as coisinhas que quero lá fora e economizar muitos reais fazendo isso. Mas calma aí,…..não é só isso não.

Em primeiro lugar (apesar de muita gente não acreditar) eu viajo para conhecer lugares, conhecer culturas diferentes, ver a população local e aprender um pouquinho deste mundão. Comprar é delicioso mas não é tudo em uma viagem ao exterior.

Se eu já conheço bem o lugar (como é o caso de Orlando) acabo separando mais dias para compras (aliás, se você é do time que viaja mesmo para comprar, lá um um bom local. É relativamente perto do Brasil, os hotéis e as comidas são baratos e existem shoppings e outlets espalhados por toda a cidade). Agora se estou visitando a cidade pela primeira vez, quero conhecer tudo, explorar cada pedacinho que puder e voltar para meu país com uma bagagem enorme de cultura, que felizmente por esta não se paga por excesso.

Na minha última viagem pela Califórnia passei por Dallas, que é um paraíso para as compras, e comprei o que precisava por lá ( grande variedade de lojas e a cidade ainda reembolsa parte do imposto). Depois o resto da viagem foi quase toda a passeio. Claro que sempre acabava comprando alguma coisinha se passava por alguma loja diferente no caminho (principalmente na volta para o hotel para não ter que carregar sacolas), mas em nenhum momento deixei de fazer algum passeio para me jogar o dia todo em algum shopping. Se nas minhas primeiras viagens cometi este deslize, agora aprendi muito bem a lição.

Agora se você quer comprar e conhecer algo ao mesmo tempo, aproveite para visitar feiras de artesanato ou antiguidade, desta forma você acaba juntando compras diferenciadas e exclusivas, com um passeio bem cultural. Ou ainda, um passeio por um supermercado local longe de turistas. Para mim é um dos melhores lugares para conhecer os costumes locais, observar o comportamento humano, ver embalagens e produtos diferente e experimentar sabores novos. As vezes fico até brava por não estar em algum hotel com cozinha para poder preparar comidinhas com ingredientes locais.

Agora o que não pode acontecer (e infelizmente acontece muito) é deixar de conhecer a Europa por exemplo, pois as compras nos Estados Unidos são mais tentadoras. Se a loucura for tanta, pegue um voo com escala em Miami e pare lá na volta….acho mais aceitável do que deixar de conhecer outros lugares para só COMPRAR e COMPRAR…..

E você, viaja para comprar ou para passear ?

Categoria : É só a minha opinião, Turismo | Comentários : (10)

Big Sur | Um cantinho com vista para o paraiso.

Mais um post sobre a California. E como alguns leitores estão pedindo dicas de hospedagens para curtir a dois , acabei pulando o roteiro e indo direto a um dos lugares mais lindos que já vi.

Quando “desenhei”meu roteiro pela Califórnia fiz várias pesquisas em sites e blog. Em um deles, o turista profissional (profissão sonho de consumo) Ricardo Freire, disse (aqui) que o hotel/restaurante  Post Ranch Inn era ponto de parada obrigatório para quem faz a costa da Califórnia. Coloquei o restaurante Sierra Mar no roteiro e vamos que vamos.

Um dia antes ligamos para fazer a reserva no restaurante. Nossa ideia era acordar cedo, passar pelo Hearst Castle e chegar no Sierra Mar as 14h. Nada disso deu certo. Nos enrolamos no trajeto, paramos para tirar várias fotos e quando fomos ver, só conseguiríamos chegar no restaurante as 16h. Sem problemas…só que no lugar de almoçar, só iríamos comer um petisco pois ficaria cedo demais para esperar para jantar.

Chegamos por lá e já fiquei maravilhada com o local. Do estacionamento já da para ficar babando com a paisagem montanhosa.

A recepção é pequena e tem um design único como todo o restante. Subimos a escadaria de madeira em direção ao restaurante e pronto….o choque foi imediato. O lugar é tão incrível que nem com fotos perfeitas dá para expressar tamanha beleza.

Como chegamos depois do almoço e antes do jantar, a solução foi pedir alguns petiscos para beliscar. As opções para este horário são bem enxutas e nada econômicas.

O restaurante é todo de vidro e existe a opção de sentar dentro ou nas mesinhas de fora. Nós ficamos lá fora e a temperatura do mês de setembro estava agradabilíssima.

Como chegamos depois do almoço e antes do jantar, a solução foi pedir alguns petiscos para beliscar. As opções para este horário são bem enxutas e nada econômicas, mas valem a visita de toda forma.

Deixamos uns 40 dólares pelas comidinhas e bebidas mostradas na foto. Mas pagaria até o dobro só para poder me deliciar com aquela vista. Programando-se direitinho, vale a pena gastar um pouquinho mais e comer um bom prato ou um belo lanche. Apesar de que li por aí que a comida não é tão impressionante (tem o cardápio aqui).

Agora se você tiver um tempinho na viagem, estiver marcando sua Lua de mel, ou quer tirar uns dias para namorar um pouco, o hotel é perfeito para isso. Aliás, o hotel não aceita menores de 18 anos, pois é um espaço para relaxamento, longe de qualquer agitação ou barulho.

Mesmo tendo um preço salgado, acho que é uma experiência inesquecível. Se eu soubesse da real beleza do local, teria me programado antes e passado uma noitezinha por lá. Mas a Claudia Beatriz, editora do blog Aprendiz de Viajante,  acabou de voltar de lá e contou aqui, como foi suas estadia romântica pelo local. Tem um monte de fotos lindas do quarto. Não tenho dúvida que ficarei pelo menos mais uma noite da próxima vez que for para California.

Existem várias opções de quartos. Alguns deles ficam na beira do penhasco e parecem casinhas com um design único, que abrigam suítes modernas com camas king-size e a melhor vista da região. Já imagino a emoção de acordar e ainda da cama ter esta vista perfeita. Ou ainda um banho de banheira sossegado.
Nas fotos do site do hotel da para ficar horas babando e imaginando a visita ao local.
O hotel oferece serviço de SPA, piscina e academia. Além disso dá para fazer caminhadas pela região.

As diárias no Post Ranch Inn custam a partir de 595 dólares . Vai depender do quarto que você escolher.

Como e quando chegar…

Estávamos na estrada a caminho de San Francisco e o hotel ficava 2 horas antes da chegada. Colocando o nome Sierra Mar no GPS ele nos indicou o caminho certinho, mas como é no meio da estrada, devem ficar atentos para não passar despercebido. De San Francisco até lá, da umas 2 horas também.

Os horários do restaurante Sierra Mar para quem não está hospedado no hotel: Almoço -12:15 p.m. – 3:00 p.m, Petiscos e drinks – 3:00 p.m. – 5:30 p.m e Jantar 5:30 p.m. – 9:00 p.m. Mas recomendo a visita, nem que seja para pedir um chá gelado ou uma água fresquinha.

Para reservar tem que ligar no +1 (831) 667-2800. Se estiver passando por lá sem reserva e quiser arriscar, as vezes dá certo.


A Mobility foi a locadora oficial de nosso roteiro pela California.

Categoria : Gastronomia, Hotéis, Turismo, Visitando | Comentários : (4)

Que venha 2012…

Claro quer não poderia de passar aqui no dia de hoje agradecer por todo ano que passou.

Agradecer o carinho, as visitas diárias, os comentários, os e-mails, e a companhia de todos vocês.

Que 2012 seja um ano melhor, cheio de paz e saúde, pois o resto é consequência.

Muitos abraços e beijo do fundo do coração.

E que venha 2012..

Categoria : Geral | Comentários : (3)

Tips For Trips | Travel Card no Chile

A dica a seguir foi enviada pela leitora Patrícia. A próxima pode ser sua.

“Compartilho a minha primeira experiência com Cash Card. o dinheiro da viagem fica num cartão que tem senha, o que é seguro e prático.

Nunca havia usado esse tipo de travel check. viajei pros estados unidos e Europa, e sempre levava meu cartão do banco para crédito/débito e um montante em dinheiro que adquiria na agência de câmbio no brasil.
nunca tive problemas com roubos, mas a atenção era certamente redobrada. Uma coisa desagradável era fazer operações de câmbio durante a viagem, pois nem sempre conseguimos câmbio direto da moeda do país. Foi o caso agora quando estive em Santiago-Chile. Não consegui comprar pesos chilenos. a forma viável era comprar u$, e optei pelo cartão da agência de câmbio ao invés de levar u$ em espécie e evitar agências de câmbio nas férias. dinheiro numa conta (já em u$ e sem sofrer variações de câmbio) e sacar fácil em moeda local. maravilha. Entretanto, tive alguns problemas no cartão, pois os caixas eletrônicos em santiago eram limitados, ou o sistema ficava fora do ar.

Para esclarecer: o Travel Card É um cartão de débito, só que em moeda estrangeira (em dollar, euro ou libra). o cartão lembra nosso cartão de banco, que usa a rede local do país para débito. caso você não tenha uma conta no brasil que possa movimentar no exterior, acho uma boa opção. e outra coisa boa é que você pode solicitar depositar mais dinheiro caso necessite, contactando o site ou por telefone.
minha primeira tentativa de saque, logo no saguão do aeroporto em santiago foi uma frustração, mas quando fui pagar o táxi, vi que aceitavam o cartão e usei-o tranquilamente.

E sim, como débito ele é aceito em todos os lugares pelas redes locais (no meu caso era bandeira Mastercard), inclui lojas, restaurantes. mas não conte com ele pra gastos com comércio informal, táxi (exceto o do aeroporto) e festival de rock (rsrs). me surpreendeu inclusive um restaurante super famoso em ViÑa Del Mar só aceitar dinheiro ou cheque. E a Tenção para quando decidir sacar moeda local em caixa eletrônico, pois os saques são limitados a determinadas agências. deve-se consultar exatamente quais as agÊncias antes de viajar para nÃo passar pelo aperreio que passei (ficava indo a várias agências,tentava e nada, até que liguei pro SAC do cartão e me explicaram porque eu não conseguia sacar).

Acredito que na Europa e nos Estados Unidos a coisa seja bem mais tranquila, mas no Chile senti muita dificuldade com isso. Enfim, fiquei na mão duas vezes, e o que me salvou foi o velho cartão de crédito. Cheguei a entrar em contato com a ouvidoria do cartão no retorno da viagem, expliquei tudo o que aconteceu e para minimizar os transtornos eles me reembolsaram meus gastos com telefonemas comprovados que fiz pra eles do hotel.

Então se for escolher o cartão cash, tenha um plano b: ou uma grana em espécie; ou fazer transações direto da sua conta bancária. Aliás, essa última é a que parece mais tranquila. É só ir na agência e habilitar gastos internacionais (débito em conta, que faz a conversão imediata e você já sabe quanto saiu em reais). e mesmo com problemas, falaria diretamente com a gerente, o que agiliza muito a solução.
É isso. abraços em tod0s”

Por Patrícia Lustosa

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Você pode enviar somente o texto com a dica, ou mandar uma foto bem bacana! Saiba como enviar neste post aqui. Eu e os leitores estamos aguardando a sua dica!

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Update da Cinthia: Uso o mesmo tipo de cartão há uns 5 anos na Europa e Estados Unidos e nunca tive este tipo de problema pois uso o cartão para fazer o pagamento e não para sacar dinheiro. Acho super prático e não fico sem em nenhuma viagem. E também acho que ter um pouco de dólar e um cartão de crédito internacional junto, afinal, em caso de emergência temos que nos precaver.

 

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Categoria : Tips For Trips | Comentários : (2)