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Postado por Cinthia Ferreira em 21-abr-2015

Lu no Marrocos | Casablanca, Volubilis e Moulay Idriss

Africa, Marrocos, Turismo

Segundo post do destino Marrocos, escrito e vivenciado pela Lu Flor, nossa editora de destinos diferentes. 

marrocos_roteiro

Voltei para continuar a dividir com vocês minhas aventuras pelo reino do Marrocos. Contarei um pouquinho da primeira etapa da viagem que abrange Casablanca, Volubilis e Moulay Idriss.

Chegamos a Casablanca nas primeiras horas da madrugada, e por este motivo fomos direito para o hotel. Por se tratar da primeira vez em solo marroquino, e chegando tarde da noite, minha escolha de hospedagem ficou mais limitada. Levando em consideração que os pré-requisitos básicos para a escolha do hotel em todas as minhas viagens são localização e limpeza, desta vez, outro pré-requisito foi o serviço de translado do aeroporto para o hotel, mesmo que cobrado a parte.

Acabamos optando pelo Sofitel Casablanca Tour Blanche. O hotel é um sonho. Lindo e com os serviços e comodidades que um Sofitel pode oferecer. O tamanho do quarto é bom e a cama muito confortável. A equipe é excelente e o café da manhã delicioso com muitas opções “internacionais” além de uma forte presença de doces franceses. Enfim, foi uma experiência maravilhosa e uma maneira incrível de começar a viagem.

Apesar de chegar tarde ao hotel e ir dormir super tarde, acordamos cedo para aproveitarmos as poucas horas que teríamos na cidade. A primeira parada foi na estação de trem Casa Port, que fica ao ladinho do hotel. Fomos até a estação para comprar chips para os celulares (DHM 120 por chip pré-pago de 30 dias pela operadora INWI) e nossas passagens para Fez. Da estação começamos a explorar um pouco a região. Li em alguns guias de viagens que não vale a pena conhecer Casablanca, mas fiquei curiosa em conhecer a região em que estávamos antes de seguir para a próxima cidade.

marrocos_casablanca_lu

A influência da colonização francesa está por todos os cantos. Juro que em algumas ruas tive a sensação de estar novamente andando por alguma cidade no interior da França. Perdemo-nos bastante no início, o Google Maps funciona bem, mas o sinal de internet (3G) nem sempre é bom e muitas ruas apareciam escritas em árabe no meu aplicativo, mesmo quando nas placas de trânsito os nomes constavam nos dois idiomas, francês e árabe. Além da mesquita Hassan II, queria muito ir até o cinema Ri Alto.

Devido ao horário do nosso trem para Fez, decidimos ir a Hassan II no final da viagem, quando retornaríamos à Casablanca. Contudo, mudamos os planos ao chegar em Marrakech e fomos de Marrakech direto para o aeroporto de Casablanca sem ter conhecido essa mesquita, uma das raras mesquitas espalhadas pelo Marrocos e que não-muslins podem entrar. Hoje, se soubéssemos que não teríamos tempo para ir a Mesquita Hassan II, nem teríamos ido a Antiga Medina. Ficará para a próxima viagem.

Já o Cinema Ri Alto é lindo! Este cinema foi construído no inicio da década de 30 com influencias art-deco. A arquitetura é linda e os detalhes da decoração no hall interno são elegantes e suntuosos. O cinema possui apenas uma sala de exibição e ainda encontra-se em funcionamento. Infelizmente não tivemos tempo de assistir um filme, mas durante o tempo que passei lá dentro, fiquei imaginando todo o glamour que envolveu este local nas suas décadas de glória.

marrocos_rialto

A partir do Ri Alto, fomos para a antiga Medina conhecer e sentir um pouquinho de sua loucura. A Medina de Casablanca é pequena, mas com todas as características de uma Medina tradicional: ruas estreitas, trânsito restrito a veículos e incontáveis lojinhas no souk que dão um colorido de encher os olhos.

No meio da tarde partimos em direção a Fez. Por sugestão/orientação de um amigo, compramos as passagens de primeira classe. O termo “primeira classe” assusta um pouco e eu já imaginava que pagaríamos uma fortuna pela viagem. Sim, o valor da passagem é um pouquinho maior que a tarifa da segunda classe (DHM 165 1ª classe e DHM 110 2ª classe), mas como os trens são bem simples e antigos, a grande vantagem de viajar nos vagões da primeira classe é ter seu assento marcado na compra e evitar transtornos no embarque ou mesmo durante a viagem.

A viagem durou cerca de 3 h e 30 min e nos levou de Casa Voyageurs (não é a mesma estação que fica próximo ao hotel em que nos hospedamos) à Fez. O trem que partiu de Casablanca às 16 h 10 min nos permitiu ver a paisagem mudando ao longo do trajeto. O pôr do sol visto do vagão de um velho trem é lindo e já foi possível sonhar com os tons terrosos e alaranjados que faziam parte dos meus sonhos sobre o Marrocos. A paisagem e a vegetação mudavam a cada minuto, conforme nos afastávamos do litoral. O Marrocos possui belíssimas e diversificadas paisagens e eu já estava encantada com o que estava vendo e mal podia imaginar que aquilo era apenas o começo.

Fez merece uma publicação a parte, pois tenho muito a dividir com vocês sobre essa cidade exótica. A partir de Fez, e com a ajuda do Sr. Hassan, contratamos os serviços de um guia/motorista que nos levou a Volubilis e Moulay Idriss (DHM 700 em uma SVU. Este preço é para duas pessoas).

Volubilis é um sítio arqueológico e patrimônio mundial da UNESCO desde 2009. Fundada no século 3 a.C., Volubilis foi capital da Mauritânia durante o Império Romano, as ruínas que hoje podemos visitar compreendem cerca de metade da cidade original e só não estão em melhores condições, pois um terremoto em meados do século XVIII devastou aquela área. Além do terremoto, grande parte das pedras das ruínas foram saqueadas para a construção de Meknes. Mesmo com estes acontecimentos, este sítio arqueológico conseguiu proteger grande parte de sua autenticidade.

marrocos_volubilis_ruinas

O abandono de Volubilis por quase mil anos também contribuiu para a sua preservação. Somente no final do século XIX, durante o domínio francês, é que o local foi devidamente identificado. Durante os trabalhos de escavação, lindos mosaicos foram revelados.

marrocos_volubilis

Esta área foi ocupada por cerca de 10 séculos, além dos belos mosaicos, é possível encontrar vestígios de todas as fases de sua ocupação da pré-história ao período islâmico. O trabalho de pesquisa na área é permanente e descobertas continuam sendo documentadas pelos arqueólogos.

marrocos_volubis

A visita a Volubilis durou cerca de 2 horas e a entrada custa DHM 20/pessoa. Apesar de várias pessoas oferecerem o serviço de guia na entrada, basta um mapa das ruínas para explorar o local. Sugiro apenas uma pesquisa prévia para identificar os pontos de maior interesse.

Na noite anterior ao início desta viagem ao Marrocos, ainda no Brasil, comecei a sentir os primeiros sintomas de uma gripe e as mudanças bruscas de temperatura e de clima não colaboraram muito, e foi justamente no dia em que fomos a Volubilis e Moulay Idriss em que senti a gripe querendo me derrubar mesmo. Com isso, acabamos nem saindo do carro para explorar Moulay Idriss, fizemos apenas paradas breves, pois eu estava louca para voltar a Fez e descansar.

marrocos_moulay_idriss

Quando voltar ao Marrocos, é certo que retornarei a Moulay Idriss para dedicar tempo a conhecer esta cidade tão especial ao povo Marroquino. Deixo aqui um pouquinho da história da cidade e que é um dos mais importantes destinos religiosos do Marrocos.

Moulay Idriss el Akhbar foi bisneto do Profeta Maomé, devido a perseguições, fugiu de Meca e chegou ao Marrocos em 787. Idriss se abrigou nas proximidades de Volubilis, onde converteu os moradores ao Islã e tornou-se líder deste povo, estabelecendo assim, a primeira dinastia árabe do Marrocos: a dinastia Idrissid. Foi ele quem deu início a construção de Fez. As principais atrações da cidade são o túmulo e a Madrasa Idriss. Apenas mulçumanos podem visitar o túmulo, entretanto, é possível ver o túmulo do Terrasse Sidi Abdallah el Hajjam. Já a Madrasa Idriss merece uma visita por ter sido construída com materiais romanos retirados de Volubilis. Esta Madrasa é facilmente localizada na cidade, pois possui um minaret moderno e bem diferente dos demais: é cilíndrico e possui um capítulo do Alcorão inscrito em mosaicos verdes. Até pouco tempo, apenas mulçumanos podiam pernoitar na cidade, hoje há poucas pousadas de famílias locais que recebem visitantes. O melhor de passar a noite em uma cidade que por tanto tempo passou restrita a visitantes, é poder vivenciar um pouco da cultura marroquina como um marroquino.

Apesar das recomendações de deixar Casablanca de lado, recomendo dedicar no mínimo um dia para conhecer um pedacinho da cidade e sentir sua energia. Lembre-se que a cidade é uma das mais importantes da Africa e um valioso centro econômico e industrial do Marrocos. Ja Volubilis e Moulay Idriss merecem essa viagem de um dia pela sua importância histórica. Retornarei em breve com mais um post sobre a incrível Medina de Fez.

Para facilitar o entendimento deste texto e dos que seguirão este, deixo aqui algumas palavras úteis e seus significados.

*Madrasa: palavra árabe para qualquer tipo de instituição de ensino seja ela secular ou religiosa (de qualquer religião). No Ocidente, a palavra é utilizada para especificar que determinada instituição de ensino voltada para o estudo da religião islâmica.

*Medina: palavra de origem árabe que significa cidade. É ainda um velho bairro árabe localizado no norte do continente africano. Medinas são tipicamente muradas, possuem ruas estreitas e formam verdadeiros labirintos.

*Riad: Casa ou palácio tradicional marroquino com um jardim central. A maior preocupação destas construções é em relação à privacidade. Fontes e árvores frutíferas fazem parte deste pátio central. Todas as janelas dos quartos são voltadas para este vão central onde esta localizada o jardim/pátio. Muitos destes casarões são utilizados nos dias atuais como hotéis ou restaurantes.

*Souk: mercados ao ar livre, tradicionais e localizados no Norte da África. A palavra, com diversas grafias e mesma sonoridade, pode designar mercado em qualquer cidade do Oriente Médio e no Ocidente, em mercados localizados dentro de comunidades mulçumanas.

As informações históricas que citei sobre Moulay Idriss foram um super resumo de diversas fontes: Wikipedia, Lonely Planet, TripAdvisor, Unesco e sacred-destinations.com.

Para ler todos os posts escritos pela Lu, clique aqui. Para ler todos os posts do Marrocos, clique aqui.

Lu


Postado por Cinthia Ferreira em 06-abr-2015

Lu no Marrocos | Roteiro geral da viagem

Africa, As viagens da Lu, Marrocos, Turismo

O post de hoje foi escrito e vivenciado pela Lu Flor, nossa editora de destinos diferentes. Preparem-se para posts maravilhoso deste incrível destino que é o Marrocos. 

marrocos_tour A pedido da Ci, pretendo fazer uma série de posts sobre uma das viagens mais inusitadas e surpreendentes que já fiz. Durante duas semanas meus amigos puderam acompanhar um pouquinho das belezas que o Marrocos possui e que consegui registrar. Honestamente, a beleza e energia do país não são possíveis serem captadas através de fotografias e vídeos. Farei o possível para levar todos vocês nessa viagem a esse país que dá vida as histórias das mil e uma noites.

O desejo de conhecer este destino é recente. Há pouco mais de dois anos um grande amigo começou a me contar suas aventuras por reinos até então distantes, dentre eles, o Marrocos. A princípio, suas aventuras eram o suficiente para assegurar a vontade de me aventurar por lá. Entretanto, no aniversário deste amigo, há seis meses, conheci uma pessoa extraordinária: Tahir Shah. Cineasta e escritor, Tahir Shah possui quase duas dezenas de livros publicados (até este momento, apenas dois em português), além de seus documentários. A forma como ele se comunica, através de suas palavras, produções ou dividindo suas histórias e de sua família em um bate-papo, faz com que possamos compreender melhor o porquê de sua insistência em dizer que “todos nós podemos ser exploradores. Não há espanto de ser encontrado onde quer que estejamos – é apenas uma questão de ver o mundo com outros olhos”.

Após ler seus “diários de bordo” (seus livros estão classificados no Brasil como “Cadernos de Viagem”) e de ouvir suas histórias sobre o Marrocos, decidi que precisava conhecer com meus próprios olhos esse país tão semelhante e ao mesmo tempo tão distinto da cultura brasileira.

Estava pronta para embarcar nessa aventura sozinha, porém, ao anunciar que embarcaria em pouco menos de dois meses nessa viagem, minha irmã resolveu se juntar a mim.

A viagem durou apenas duas semanas e foi dividida em três etapas: imersão cultural em Fez e região, aventura no deserto nas dunas de Erg Chebbi e hiking em Dades Valley e finalizamos na vibrante e insana Marrakech.Prometo dividir com vocês mais detalhes dessa aventura em outros posts. Neste primeiro, compartilho nosso roteiro e primeiras impressões gerais.

marrocos_casablanca

Chegamos ao Marrocos através de sua principal porta de entrada (aérea): Casablanca. Chegamos a Casablanca no início da madrugada e fomos direto para o nosso hotel no centro, próximo à antiga Medina e a Mesquita King Hassan II.

marrocos_fez

No meio da tarde do dia seguinte, seguimos para Fez (foto acima), a capital cultural do país e com sua incrível Medina-labirinto. Fes el-Bali é patrimônio mundial da UNESCO e impressiona pelo seu tamanho e pelo seu estado de preservação. Conhecemos ainda Moulay Idriss e Volubilis que ficam próximos à Fez. Fez é apaixonante e um amigo costuma dizer que os maiores tesouros de Fez estão atrás das portas das residências dentro da Medina. Todos aqueles tesouros privados e que nós, visitantes, podemos apenas imaginar a partir do que podemos visitar.

Para a segunda etapa da viagem, contratamos os serviços da Sahara Desert Crew, uma agência de turismo. Nosso guia/motorista nos encontrou em nosso Riad (hotel) na manhã em que precisamos nos despedir de Fez.

marrocos_cedar-forest

Nosso caminho até Erg Chebbi foi via Ifrane, passando pela Floresta de Cedros em Azrou (foto acima), um vilarejo Berbere. Seguimos para Midelt, acompanhados pela vista deslumbrante da cadeia de montanhas do Médio e Alto Atlas, atravessamos a fascinante Tizi Ntalghamt e a Garganta Ziz até chegarmos à cidade de Errachidia.

marrocos_Ziz_Valley

No Vale Ziz (foto acima) fizemos curtas paradas ao longo das belíssimas paisagens para admirar, fotografar, comer e para dar um descanso ao nosso novo parceiro de viagem (motorista/guia). Após passar por Erfoud e Rissani, finalmente chegamos a Erg Chebbi (foto abaixo).

marrocos_Erg_Chebbi_Dunes

Na manhã seguinte, nosso guia/motorista, nos buscou no hotel para explorar a região. Do alto de uma duna no deserto negro, recebemos algumas instruções e explicações para nos orientarmos melhor. Visitamos um vilarejo onde reside o povo Gnawa, originários do Sudão e no passado foram levados a esta região na condição de escravos. Outra pausa para mais uma visita a uma família nômade que estava morando na região naquele momento.

Andamos pelas dunas alaranjadas do deserto com a camionete, “brincando” de fazer trilha pelas dunas e usamos o curso de um rio intermitente que nesta oportunidade estava completamente seco para continuar nossa pequena aventura do dia.

Retornamos ao Kasbah (hotel) para organizar nossas coisas e encontrar o restante das pessoas, que assim como nós, passariam a noite em um acampamento nas dunas do deserto.

marrocos_Garganta_Todra

Após esta experiência incrível de acampar no deserto, que será descrita com mais detalhes em outra publicação, fomos para a Rissani, Tinghir, Garganta do Todra (foto acima) e finalmente a região da Garganta do Dades para um hiking de cinco horas, onde conhecemos mais uma família de nômades que estavam vivendo em cavernas no alto de uma das montanhas. Depois dessa belíssima experiência, seguimos pelo Vale das Rosas, Oasis de Skoura, Ouarzazate e Ait Benhaddou.

marrocos_Glaoui

No último dia, em companhia do nosso guia/motorista, seguimos para as ruínas de Glaoui (foto acima).

marrocos_Tizi-N-Tichka

Das ruínas, através do Alto Atlas e de diversas pausas pelo caminho, chegamos a Tizi-N-Tichka Pass (foto acima), o ponto mais alto desta rodovia e com uma vista extraordinária das Montanhas do Atlas.

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De lá, a viagem continuou até chegarmos à costa, na cidade de Essaouira (foto acima). De Essaouira saímos rumo à última parada: Marrakech (foto abaixo).

marrocos_marrakech

Ufa! Sim, esse foi apenas o resumo da viagem. Voltarei em breve para detalhar melhor os destinos e como vocês podem imaginar, há muuuitaaa história por vir.

O Marrocos é um país “com perfume”. É um dos poucos destinos que já visitei e que conseguiu me fazer aproveitar o agora. Abstrair neuras e mergulhar de cabeça nessa cultura tão rica, diversificada e tolerante.

Para conhecer um pouco mais do trabalho deste grande ser humano, Tahir Shah, sugiro conhecer seu site: www.tahirshah.com . Seus livros em português são: “A Casa do Califa: um ano em Casablanca” e “Nas Noites Árabes: uma caravana de histórias”.

Para ler todos os posts escritos pela Lu, clique aqui.

Lu

Postado por Cinthia Ferreira em 27-mar-2015

Visitando o Canal do Panamá | Eclusas de Miraflores

América Central, Cidade do Panamá, Cultura, Panamá, Turismo

canal_do_panama

Depois de mostrar os maiores pontos turísticos da Cidade do Panamá, chegou a hora de falar do principal e mais procurado. As eclusas de Miraflores no Canal do Panamá.

canal_do_panama_eclusas

O Canal do Panamá  tem 3 eclusas no total. A mais visitada é a da Miraflores, mais próxima do centro da cidade, mas a Pedro Miguel também é bem procurada. Nós fomos de carro com um colega do marido que mora lá, então não tivemos que nos preocupar com transportes.

Quem quiser economizar no transporte pode pegar um taxi qualquer, mas eu indico combinar com algum taxi do seu hotel ou com algum agente de turismo. É bem mais caro, mas os carros são mais novos e dizem que é mais seguro. Independente do taxi que pegar, lembre-se de combinar o preço antes de começar a corrida pois lá não há taxímetro e eles tem mais um menos um preço estipulado para cada distância. Pergunte antes para não ter surpresas desagradáveis.

Chegamos lá bem no fim da tarde, compramos os tickets e fomos de cara ver as eclusas para só depois entrar nos museus.

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Antes de mais nada, você já deve ter aprendido na escola como o Canal do Panamá foi importante para o mundo todo, né ?

A travessia criou novas rotas no mundo todo e facilitou muito a expansão do comércio mundial. Por mais que navio pague uma bela quantia pela travessia, economiza-se muito mais em tempo e combustível.

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Confesso que só vendo pessoalmente que eu fui endentar o real funcionamento do canal. Na minha cabeça a travessia era bem mais rápida e feita de uma única vez.

No mapa abaixo dá para entender bem o caminho e ver o longo processo de travessia que dura um dia inteiro.

Panama_Canal_Mapa

Para entender melhor como funcionam as eclusas, deem uma olhada neste vídeo:

Agora as fotos que eu fiz em Miraflores. Vimos 3 navios passar por lá. A passagem do navio pelas eclusas  é bem rápida, mas a travessia total do canal demora mais de 20 horas.

No lado do pacífico, onde fica a Cidade do Panamá, conseguíamos ver, do quarto do nosso hotel, a “fila de navios” esperando seu horário de travessia. Falaram que o agendamento da travessia é feito muitos meses antes e tudo e muito bem programado.

canal_do_panama_travessia

Há duas plataformas que os visitantes podem ficar. Uma mais baixa com uma arquibancada e uma mais no alto para ver tudo de cima. É legal ver dos dois ângulos.

Vimos dois navios grandes, já sem carregamento, e um cheinho de containers. Dizem que às vezes dá para ver até submarinos (A Mirella viu e fotografou, tem post aqui), mas é algo raro.

canal_do_panama_visita

Curiosidade: Somente um Panamenho pode comandar o navio durante a travessia. Então, eles trocam de lugar antes da travessia e devolvem no final. Isso é apenas uma pró-forma, já que são máquinas que  puxam o navio.

Foi só no ano de 2000 que o Canal deixou de ser também dos Estados Unidos e se tornou integralmente posse do Panamá e o povo local comemora isso até hoje. Dizem que, somente há 15 anos, o país passou a ter dinheiro, cresceu absurdamente e a população melhor muito de vida. Dizem que a cidade é a nova Dubai e a tendência é crescer ainda mais nos próximos anos. Dizem que quem esteve na cidade há 5 anos, não a reconhecem mais, tamanho crescimento.

canal_do_panama_museo

Depois de ver as eclusas ao vivo, é hora de visitar os museus e entender um poquinho do Canal desde a sua construção.

Imagens, vídeos e memorabilia. É ao mesmo tempo incrível ver como aquilo foi idealizado e realizado como assustador saber da quantidade imensa de pessoas que morreram na construção e devido a doenças tropicais. A febre amarela foi uma das grandes responsáveis da tragédia.

Curiosidade: O amigo do marido disse que os antigos contam que o povo achava que quem transmitia a febre amarela era a formiga e por isso faziam barreiras com água para a formiga não passar. Mal sabiam que o vilão era o mosquito e que a água parada foi responsável pelo aumento dos caso da doença.

canal_do_panama_simulador

Em um dos andares há um simulador da área de controle e outro onde os visitantes entram em uma cabine de um navio e um filminho é apresentado simulando a travessia.

Este lugar estava extremamente cheio de gente, então nem conseguimos fazer direito.

canal_do_panama_museu_marinho

Além da parte histórica, um dos andares é dedicado as espécies locais. Peixes e outros pequenos animais aquáticos vivos e várias espécimes de insetos.

Nem preciso dizer que é um passeio imperdível e cheio de história. Não ir ao Canal é como ir a Paris e não ver a torre. 

Minha sugestão é fazer a visita ao canal, passar uma hora e meia em média por lá, sair e ir até o Biomuseo depois atravessar o causeway e ir até as ilhas.

Vale lembrar que este ano será inaugurado um “novo canal”, desta vez muito mais moderno, sustentável, e maior, comportando navios que hoje em dia não conseguem passar pelo canal.

Dicas:

Como eu disse acima, combine o preço com o taxista entes de começar a corrida.

Entre no site do Canal do Panamá ou ligue no setor de atendimento e verifique o horário da passagens do navio. Ir lá e não ver nenhuma travessia pode ser frustrante.

Informações:

Centro de visitantes de Miraflores – Consulte horários atualizados e valores no site oficial ou pelo telefone  +507 276-8325.

 

Para ler todos os posts da Cidade de Panamá, clique aqui. Tem post sobre restaurantes, hotel, compras e passeios.

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